Polícia prende jornalistas da Associated Press no Egito

A polícia egípcia prendeu ontem um cinegrafista da televisão da Associated Press e seu assistente, quando ambos filmavam os protestos no centro do Cairo. Separadamente, um fotógrafo da agência, Nasser Gamil Nasser, de 43 anos, foi golpeado por um policial quando fotografava as manifestações contra o governo. Ele levou uma pedrada no rosto, teve um osso quebrado e precisará passar por cirurgia.

AE, Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 08h27

Haridi Hussein Haridi, da televisão da AP, de 54 anos, e seu assistente Haitham Badry, de 23 anos, foram detidos durante os maiores protestos populares contra o governo egípcio em décadas. Haridi telefonou à redação da Associated Press no Cairo para dizer que ambos foram levados num camburão para um lugar desconhecido. Logo após Haridi informar a própria detenção, a chamada do celular foi interrompida. Na manhã de hoje (horário local) os jornalistas foram liberados. Eles disseram que não sofreram maus-tratos.

O Comitê para Proteger Jornalistas (CPJ) disse que a imprensa nacional e estrangeira têm sido alvo dos policiais durante os protestos. Segundo o grupo, pelo menos sete jornalistas estão presos no país. Ainda de acordo com o CPJ, as autoridades egípcias fecharam os sites de dois jornais locais independentes e bloquearam o acesso a sites de relacionamento.

Em dois dias de protestos, a polícia egípcia deteve 860 pessoas. As manifestações já deixaram seis mortos, incluindo um policial. As informações são da Associated Press.

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