Polícia prende norueguês e investiga extremismo local

As primeiras suspeitas do atentado em Oslo recaíram sobre a Al-Qaeda e outras organizações terroristas islâmicas. No entanto, logo após a prisão do atirador da Ilha de Utoya, a polícia norueguesa abriu uma nova linha de investigação - a de que os ataques tenham sido realizados por um grupo extremista norueguês, ou por uma única pessoa.

Reuters, NYT e AP, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2011 | 00h00

De acordo com a descrição do assassino preso na ilha, o atirador é Anders Behring Breivik, cidadão norueguês, 32 anos, morador de Oslo. Ele teria sido visto nas ruas do centro da capital e perto do local do atentado horas antes da explosão, o que torna plausível a hipótese de ele ter participado do primeiro ataque, dirigido até a ilha e realizado a chacina em Utoya.

No entanto, bastante cautelosa, a polícia da Noruega deixou claro que as investigações estão apenas começando e qualquer conclusão, no momento, seria precipitada. Na madrugada de hoje, enquanto investigadores interrogavam Breivik, uma equipe de policiais invadiu sua casa em busca de novas informações.

Reação internacional. Os EUA condenaram o ataque e colocaram-se à disposição para ajudar as autoridades norueguesas. "Condenamos esses desprezíveis atos de violência", disse Heide Bronke Fulton, porta-voz do Departamento de Estado americano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que os atentados são um "lembrete" de que o mundo tem o dever acabar com atos de terrorismo como esse. O chanceler britânico, William Hague, também enviou condolências às vítimas. O premiê David Cameron disse ter ficado "indignado" e afirmou que a Grã-Bretanha está disposta a ajudar a Noruega. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, classificou o atentado de "ato odioso" e "inaceitável".

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