Noemie Pfister via AP
Noemie Pfister via AP

Polícia prende quatro parentes de suspeito de tentativa de atentado em Paris

Ex-mulher de Adam Djaziri, seu irmão e sua cunhada foram detidos após uma operação na residência do agressor, onde foram encontradas ao menos nove armas, incluindo duas pistolas e um fuzil AK-47

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 08h28
Atualizado 20 de junho de 2017 | 10h02

PARIS - A polícia francesa anunciou a prisão de quatro integrantes da família do islamista radicalizado de 31 anos que morreu na segunda-feira em Paris após uma tentativa de atentado contra um veículo da polícia na Avenida Champs-Elysées.

A ex-mulher de Adam Djaziri, seu irmão e sua cunhada foram detidos na segunda-feira após uma operação em sua residência na região da capital francesa. O pai de Djaziri foi preso à noite em casa, de acordo com uma fonte judicial.

Na residência do agressor foi apreendido um verdadeiro "arsenal", anunciou uma fonte próxima à investigação. Djaziri, fichado desde 2015 por participar de grupos islamistas radicais, possuía ao menos nove armas, incluindo duas pistolas e um fuzil AK-47.

A descoberta do arsenal foi divulgada depois de o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, ter lamentado que o agressor tinha permissão de portar de armas, apesar de ter sido fichado por suas afinidades islamistas. "Ninguém pode estar satisfeito com isso, eu certamente não estou", afirmou o chefe de governo à rádio RMC.

Djaziri avançou com seu carro contra um veículo da polícia na avenida Champs-Elysées e morreu em um incidente qualificado pelas autoridades como "tentativa de atentado". Dentro do carro, policiais encontraram botijões de gás, pistolas e um fuzil AK-47. Nenhuma outra pessoa ficou ferida na ação.

Fichado

Adam Djaziri tinha "ficha S" (de Segurança de Estado) desde 2015 por pertencer ao movimento islamista radical. Jamais condenado, tinha posse de arma e praticava tiro esportivo. O pai do agressor havia confirmado que seu filho "tinha uma arma declarada e treinava tiro".

"O que sei é que a primeira autorização para a posse de armas foi concedida antes de o indivíduo ser fichado (...). E, naquele momento, ele não tinha nenhum antecedente criminal que justificasse uma decisão de não autorizar a posse de armas", explicou o premiê.

No fim de novembro de 2016, ao tentar renovar a autorização, uma investigação administrativa foi conduzida, mas os serviços de inteligência não consideraram oportuno retirar a permissão.

Djaziri havia sido notado em 2015 pelas autoridades em razão de viagens à Turquia. Ele citou motivos profissionais para justificar os deslocamentos em um país conhecido por ser uma rota preferencial dos jihadistas europeus para a Síria, de acordo com uma fonte com conhecimento no assunto. / AFP e REUTERS

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