Polícia prende suspeito de traficar imigrantes que morreram na Itália

Tunisiano foi identificado por sobreviventes; número oficial de mortos passa de 280

O Estado de S. Paulo,

08 de outubro de 2013 | 08h40

(Atualizada às 17h10) ROMA - Um tunisiano de 35 anos foi preso nesta terça-feira, 8 sob a acusação ter traficado os 500 imigrantes que estavam na embarcação vinda da Líbia que naufragou em frente no litoral da ilha de Lampedusa, na Itália, na última quinta-feira. O suspeito já tinha sido identificado pela polícia italiana no dia do acidente, mas somente hoje as autoridades efetuaram sua prisão. Ele foi transferido para a penitenciária de Agrigento, na Sicília.

Segundo a imprensa italiana, alguns dos 155 sobreviventes do naufrágio disseram que o tunisiano Bensalem Khaled era "o capitão" da embarcação na qual viajavam. Khaled, explicaram os imigrantes aos investigadores, foi o responsável por transferir o grupo do deserto até a cidade de Misrata, no noroeste da Líbia, onde fizeram o embarque.

Segundo os imigrantes, foi ele também quem acendeu uma chama que provocou depois o incêndio e o naufrágio do barco. A promotoria de Agrigento acusou o tunisiano de homicídio múltiplo e de favorecer a imigração ilegal.

Os imigrantes, procedentes de Eritreia e Somália, explicaram que havia outro traficante a bordo, de pele branca, mas ele não foi localizado. Segundo a agência AFP, seis imigrantes afirmaram que pagaram entre US$ 1 mil e US$ 2 mil para realizarem a travessia.

Os mergulhadores italianos voltaram a trabalhar no resgate dos corpos que estão submersos entre os destroços da embarcação, a cerca de 50 metros de profundidade. Segundo o comandante da guarda costeira Filippo Marini, nesta terça-feira, 24 corpos foram resgatados pela manhã e 14 durante a tarde.

Até agora, o número oficial de mortos é de 288, sendo ao menos 75 mulheres e sete crianças. Marini afirmou que as buscas continuam enquanto as condições climáticas permitirem./ EFE e AP

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