STR / NOTICIAS ARGENTINAS / AFP
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Polícia prende suspeitos de matar funcionário e ferir deputado na Argentina

Ministra da Segurança afirma não ser um crime político e garante que caso já está esclarecido

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 18h57

BUENOS AIRES - Um homem foi preso nesta sexta-feira, 10, na Argentina como suspeito de ser o autor dos disparos que mataram na quinta-feira, 9, um funcionário público e feriram gravemente um deputado da coalizão governista, em um caso sem conotações políticas, segundo autoridades.

A polícia prendeu Juan Jesus Fernández, de 42 anos, um vendedor ambulante que estava foragido. Ele é acusado de matar o coordenador de transportes da Província de La Rioja, Marcelo Yadón, de 58 anos, e ferir o deputado Héctor Olivares, de 61 anos, que segue hospitalizado em estado crítico. Também foram presos por envolvimento no assassinato Rafael Cano Carmona, Luis Cano, Juan José Navarro Cádiz, Miguel Fernández Navarro e Stefanía Fernández.

"O caso está esclarecido e confirmamos que não foi um crime político. O alvo do assassinato era Yadón", declarou a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, ao canal A24.

De acordo com a imprensa argentina, o motivo do crime está relacionado a um envolvimento amoroso de Yadón, casado e com filhos, com uma filha de Fernández, que era contra o romance.

Conhecido como “Gitano”, Juan Jesus Fernández foi preso em Concepción del Uruguay, a 300 quilômetros de Buenos Aires, junto com Fernández Navarro, suspeito de acompanhá-lo durante o ataque. A filha de Gitano, Stefanía, foi detida pela polícia na capital argentina quando chegava em casa. Cádiz, suspeito de ser o condutor do carro, foi capturado na cidade uruguaia de Paysandú.

Primeiro a ser preso, Cano Carmona é cunhado de Gitano e titular no documento que dá permissão para que o carro usado no crime fosse conduzido por terceiros. Com seu sobrinho Luis Cano foi encontrado um revólver calibre .38, possível arma usada no assassinato. "Trabalhamos com a hipótese de um ataque pessoal. Vamos reunir todos os investigadores para encerrar o quebra-cabeças", disse Bullrich.

Marcelo Yadón era coordenador do Fundo Fiduciário de Transporte Elétrico da Província de La Rioja e amigo do deputado, com quem tinha uma rotina de exercícios. Olivares, deputado do partido União Cívica Radical (UCR), foi baleado na região abdominal. O tiroteio ocorreu às 7 horas (10 horas em Brasília), quando os dois caminhavam pela praça em frente ao Congresso Nacional. O local, um ponto central da capital, é controlado 24 horas por câmeras de segurança.

Na quinta-feira, Bullrich divulgou o vídeo do momento do ataque que foi registrado por uma câmera de segurança. Inicialmente, o crime causou uma comoção política, mas a tensão diminuiu após a divulgação das suspeitas de motivação pessoal. / EFE e AFP

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