Polícia queniana interroga mais três pessoas sobre atentados

A polícia do Quênia informou nesta quarta-feira que interrogou mais três homens sobre os ataques ocorridos na semana passada contra dois alvos israelenses no país, mas avisou que a investigação levará tempo, apesar dos progressos aparentes. Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, acusou a rede extremista Al-Qaeda de ser a responsável pelos atentados. Em Nairóbi, a capital queniana, o porta-voz Mark Norton informou que a missão diplomática da Grã-Bretanha no país foi mantida fechada nesta quarta-feira, até que haja mais notícias sobre uma ameaça "específica". Ele disse que não poderia entrar em detalhes sobre o assunto.Um dos três homens detidos contou à polícia que vendeu o veículo utilizado por militantes suicidas em 28 de novembro contra um hotel freqüentado por turistas israelenses na cidade de Mombasa. Os outros dois foram apontados por testemunhas como pessoas que estiveram no local antes e depois de mísseis terem sido disparados - sem sucesso - contra um avião comercial israelense que levava turistas de volta a Tel Aviv, disse o subcomissário de polícia William Langat.No entanto, Langat insiste que nenhum dos detidos - inclusive 10 homens presos na semana passada - é considerado suspeito de participação nos atentados. Em vez disso, eles estão detidos apenas para que possam fornecer informações capazes de levar as autoridades aos verdadeiros culpados. "Estamos entusiasmados com isto porque é melhor do que nada. Ainda não houve nenhum avanço significativo, mas podemos chegar a algum", disse Langat.

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