Efe
Efe

Polícia reduz para 78 o número de mortos em acidente de trem na Espanha

Maquinista acusado de imprudência continua sob vigilância em hospital; 72 corpos foram identificados

O Estado de S. Paulo,

26 de julho de 2013 | 15h38

SANTIAGO DE COMPOSTELA - A Polícia Científica da Espanha reduziu provisoriamente nesta sexta-feira, 26, para 78 o número de mortos no acidente ferroviário na localidade de Santiago de Compostela. Até hoje 72 corpos foram identificados, disse Antonio del Amo, comissário da Polícia Científica.

Amo explicou que o trabalho de contar o número de mortos é "complexo" e apenas com os primeiros trabalhos de investigação e autópsias é possível chegar a um número certo. O comissário ressaltou não descartar uma flutuação na informação, por conta da complexidade da tarefa. Entre os 72 mortos há um cidadão argelino, um mexicano e um americano, acrescentou Amo.

O trem Alvia descarrilou numa curva fechada e em seguida bateu em um muro a poucos quilômetros de Santiago de Compostela, provocando um dos piores acidentes ferroviários da história da Espanha. O acidente ocorreu na noite de quarta-feira, na véspera da celebração do padroeiro local, que é uma das maiores festividades do catolicismo.

Suspeito. O maquinista do trem continua sob vigilância policial num hospital nesta sexta-feira. Autoridades atribuíram o acidente ao excesso de velocidade.

Um juiz de Santiago de Compostela, capital da Galícia, foi destacado para investigar o caso e determinou que a polícia interrogue o maquinista Francisco José Garzón, de 52 anos. Não ficou claro que tipo de ferimento o maquinista sofreu. Ele não foi preso, mas está sob vigilância e deve ser ouvido ainda hoje.

A estatal ferroviária Renfe disse que o maquinista tem 30 anos na empresa e mais de dez conduzindo trens, sendo cerca de um ano nesse trajeto.

O governo galego disse que 95 pessoas continuam hospitalizadas, 32 em estado grave, incluindo quatro crianças.

"Meu cunhado mora perto e ficou ajudando a retirar as pessoas, vivas e mortas, a noite toda. Ele está muito abalado. Vim agora com alguns amigos só para ver como isso termina", disse o transeunte Manuel Garcia.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o trem, com 247 pessoas a bordo, atingindo um muro de concreto na borda do trilho, enquanto os vagões descarrilavam e a locomotiva virava.

O trem entrou na curva a 190 quilômetros por hora, segundo a imprensa local, sendo que o limite no local é de 80 km/h. Os investigadores estão apurando porque a composição estava tão veloz, e por que os limitadores de velocidade não funcionaram./ REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.