AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Polícia reprime ato da oposição em Caracas

Em manifestação paralela, chavistas declaram apoio a Maduro; não há informação sobre feridos

Cristiano Dias ENVIADO ESPECIAL / CARACAS, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 14h47

Duas manifestações diferentes paralisaram nesta terça-feira, 4, a capital venezuelana. No centro, na sede da Defensoria Pública, um grupo de chavistas marchou até a Assembleia Nacional. Há cerca de 4 quilômetros dali, a oposição protestou nas imediações da Praça Venezuela, mas foi cercada pela Polícia Nacional. Houve confronto entre policiais e manifestantes, mas não há informações sobre feridos.

Logo nas primeiras horas do dia estava claro que o objetivo do governo do presidente Nicolás Maduro era não deixar a marcha da oposição chegar à Assembleia Nacional, onde estariam os manifestantes chavistas. O metrô de Caracas fechou as portas e a Praça Venezuela, onde os líderes opositores se reuniriam, amanheceu cercada por tropas da Guarda Bolivariana e por agentes da Polícia Nacional.

Os opositores, liderados pelo deputado Freddy Guevara, do partido Voluntad Popular, optaram por reunir os manifestantes em Chacaito, estação de metrô a pouco mais de 1 quilômetro do local onde estavam as tropas de choque. O objetivo era tentar driblar o bloqueio, passando por uma avenida paralela. Quando viram que todo o perímetro estava isolado, começou o confronto.

Os manifestantes lançaram pedras e pedaços de pau contra o cordão de isolamento da polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. As autoridades ainda não divulgaram o número de presos nem de feridos. 

Durante a manifestação, muitos opositores discutiram com agentes da Polícia Nacional. "Cúmplices!", berravam. Quando a situação parecia sob controle, uma senhora de 70 anos tentou arrancar o escudo de um policial, e a gritaria começou de novo. Algumas bombas depois, nas ruas adjacentes, muitos caraquenhos que trabalham na região de Sabana Grande, onde ocorreu o protesto, saíam para almoçar, como se o pandemônio fizesse parte da normalidade.

 

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