REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Polícia reprime ato opositor em Caracas  

Manifestantes opositores se enfrentaram nesta quinta-feira com agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na capital do país durante um ato contra o governo Nicolás Maduro

O Estado de S. Paulo

06 Abril 2017 | 19h09

CARACAS - Manifestantes opositores se enfrentaram nesta quinta-feira, 6, com agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em Caracas, durante um protesto contra o governo Nicolás Maduro. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar a marcha, que seguia na estrada Francisco Fajardo. Na manifestação, estavam vários deputados da maioria opositora no Parlamento. 

Os confrontos começaram quando a mobilização, que reuniu 5 mil pessoas, mudou de rota para se dirigir até o centro da cidade e foi impedida de avançar por uma barreira montada pelos militares. Os opositores se concentraram na altura do bairro de Altamira, segundo o plano original. Mas dirigentes como o ex-candidato à presidência Henrique Capriles pediram que se mobilizassem até a Defensoria do Povo, localizada em uma área histórica.

Eles pretendiam pedir respaldo junto a esse órgão para o processo iniciado pelo Parlamento contra sete magistrados do Tribunal Supremo de Justiça. “Capriles está procurando por mortos para incendiar o país”, denunciou o dirigente governista Freddy Bernal. 

No setor de El Recreo, a militarizada Guarda Nacional colocou grandes caminhões com os quais formou uma barreira, bloqueando a estrada. Também lançaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos de águas para dispersar a multidão, mas os manifestantes, muitos deles com os rostos cobertos, responderam com pedras. 

O governo costuma impedir qualquer mobilização opositora até o centro da capital, que o chavismo considera seu reduto e onde se concentram as sedes dos poderes públicos. 

Asilo. O governo do Chile informou hoje que concederá asilo a "um político venezuelano" da oposição que atualmente está na residência de seu embaixador em Caracas se ele o pedir, informou o ministro das Relações Exteriores chileno, Heraldo Muñoz.

Na quarta-feira, Roberto Enriquez e Eduardo Vetancourt, membros do Partido Social Cristão (Copei), de oposição, entraram na residência do embaixador chileno em Caracas e pediram proteção de seu governo. Não ficou claro de imediato se Muñoz se referia a Enriquez, a Vetancourt ou a ambos. 

Mais cedo nesta semana, o vice-presidente do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, acusou a dupla de conspirar para derrubar o presidente Maduro. / AFP, EFE e REUTERS 

 

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