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Polícia reprime e detém dezenas de manifestantes na Bielo-Rússia

Forças de segurança detiveram mais de 13 mil pessoas durante repressão pós-eleitoral, algumas das quais foram posteriormente libertadas

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2020 | 05h42

MOSCOU - As forças de segurança na Bielo-Rússia detiveram dezenas de manifestantes neste domingo, 11, e usaram a força, incluindo canhões de água e cassetetes, para dispersar as multidões que exigiam uma nova eleição presidencial.

Imagens publicadas por meios de comunicação locais mostraram policiais usando balaclavas arrastando manifestantes em vans pretas sem identificação e espancando manifestantes com seus cassetetes em uma manifestação que atraiu milhares de pessoas às ruas da capital Minsk.

Bielo-Rússia, uma ex-república soviética intimamente aliada com a Rússia, tem sido abalada por protestos de rua e greves desde que as autoridades anunciaram que o veterano líder Alexander Lukashenko venceu em 9 de agosto por uma vitória esmagadora. A oposição alega que houve fraude. 

Desde então, as pessoas têm saído às ruas todas as semanas para exigir que Lukashenko renuncie e permita a realização de uma nova eleição. Lukashenko, um ex-gerente de fazenda coletiva que está no poder desde 1994, nega que sua vitória tenha sido resultado de trapaça.

As forças de segurança detiveram mais de 13 mil pessoas durante uma repressão pós-eleitoral, algumas das quais foram posteriormente libertadas. Os principais oponentes políticos de Lukashenko estão na prisão ou fugiram para o exterior.

A violência de domingo ocorreu após uma reunião que Lukashenko realizou no sábado, 10, em uma prisão de Minsk com líderes da oposição detidos, um evento incomum que levou alguns ativistas da oposição a acreditar que ele estava se preparando para fazer concessões./Reuters

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