Polícia responde a atos violentos de jovens durante protestos na França

Desde o início da semana, mais de 1.400 pessoas foram presas

Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 11h02

Policiais enfrentam estudantes nas ruas de Lyon.

 

PARIS - As forças de segurança da França precisaram intervir nesta quarta-feira, 20, para conter atos violentos de jovens que protestavam nas cidades de Lyon e Nanterre, onde na véspera aconteceram graves distúrbios durante os protestos contra a reforma do sistema de previdência.

 

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Entre 700 e 800 agentes foram desdobrados após a batalha campal de terça, em Lyon, onde, segundo a polícia, cerca de 1.300 pessoas participaram da queima de carros, quebra de vitrines e saques. Os militares detiveram 80 pessoas na cidade na terça-feira e mais uma nesta quarta. Em todo o país, na terça, foram 428 detidos, e em uma semana o número já chega a 1.423.

 

O prefeito da cidade, o socialista Gérard Collomb, condenou em entrevista à rede de televisão i-Télé "as cenas de violência e de pilhagem que nada têm a ver com os protestos" contra a reforma do governo para atrasar em dois anos a idade de aposentadoria.

 

O Executivo terá que trabalhar ainda para enfrentar o problema do desabastecimento, já que quatro mil dos 12.500 postos do país não tinham combustíveis desde a tarde de terça, segundo o ministro de Ecologia, Jean-Louis Borloo.

 

Estudantes fogem das bombas de efeito moral disparadas pela polícia.

 

Durante a madrugada a polícia desbloqueou três depósitos de combustível, seguindo ordens do presidente Nicolas Sarkozy perante a constatação pelo Governo de que 40% dos postos estavam desabastecidos por conta dos protestos.

 

O secretário de Estado de Transportes, Dominique Bussereau, reconheceu nesta quarta, ao término do Conselho de Ministros, que com o desbloqueio de todos os depósitos, decretado por Sarkozy, "faltarão quatro ou cinco dias para voltar a uma situação normal", mas garantiu que as coisas "vão melhorar" em algumas horas.

 

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A mobilização contra a reforma da previdência, cujo voto final no Parlamento deveria acontecer até o fim da semana, também foi notada em alguns aeroportos, com manifestantes que fecharam total ou parcialmente os acessos aos terminais de Toulouse, Nantes e ao Charles de Gaulle, em Paris.

 

Além disso, as paralisações de uma parte do pessoal obrigaram a suspender 30% dos voos de Orly, o outro aeroporto da capital, na manhã desta quarta-feira. Nas ferrovias, o índice de grevistas durante a manhã de quarta, segundo a empresa pública SNCF, era de 15,68%.

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