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Polícia revela identidade dos mortos na escola da Flórida

Entre as vítimas estão três funcionários do colégio e um estudante venezuelano de 17 anos

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 00h57

MIAMI -  O escritório do xerife do Condado de Broward revelou nesta quinta-feira as identidades das 17 pessoas mortas pelo jovem Nikolas Cruz em uma escola do ensino médio do sul da Flórida, onde chegou de carro e com um fuzil AR-15 em uma mala.

Na lista de vítimas divulgadas pelo xerife Scott Israel durante uma entrevista coletiva aparecem os nomes de três funcionários da escola: Aaron Feis, assistente de treinador de futebol americano, Chris Hixon, diretor de atletismo, e o professor de geografia Scott Beigel.

Outra das vítimas, Joaquin Oliver, de 17 anos, nasceu na Venezuela e aos 2 anos de idade mudou-se com sua família para os Estados Unidos. Em janeiro do ano passado, se tornou cidadão americano, segundo informação da imprensa local.

Os outros mortos são: Peter Wang, Nicholas Dworet, Luke Hoyer, Alaina Petty, Jaime Guttenberg, Alex Schachter, Martin Duque, Alyssa Alhadeff, Helena Ramsey, Cara Loughran, Meadow Pollack, Gina Montalto e Carmen Schentrup.

Cruz, que foi  preso sem direito a fiança e acusado de 17 assassinatos premeditados, confessou à polícia ter sido o autor do massacre.

Segundo o relato feito por Israel na entrevista, o assassino, de 19 anos, chegou às 14h19 (hora local), em um Uber conduzido por uma mulher e se dirigiu para a entrada leste da escola com um fuzil semiautomático AR-15 dentro de uma mala preta.

A partir daí, o jovem, um ex-estudante deste colégio, disparou em direção aos corredores e algumas salas da escola, nos três andares do edifício, e posteriormente deixou o fuzil e saiu a pé do local, misturado a outros estudantes que tentavam fugir dali.

Depois se dirigiu para um supermercado, comprou um refresco e seguiu para uma rede de fast-food, onde permaneceu um tempo não especificado.

Segundo o xerife, Nikolas Cruz foi preso por agentes da polícia de Coral Springs nas imediações da lanchonete.

Além de confessar sua culpa, Cruz disse que tinha "carregadores adicionais" escondidos em uma mochila, segundo um relatório da polícia.

Israel afirmou que a investigação até o momento entrevistou cerca de 2 mil pessoas e agora estão estudando as conversações anteriores que o suspeito manteve, assim como as publicações que ele fez nas redes sociais.

De acordo com os jornalistas, a arma utilizada foi comprada "legalmente" há um ano em uma loja de Coral Springs, no sul da Flórida.

Ele afirmou que a motorista do Uber não teve nada que ver com o ataque e não há indícios que Cruz possui cúmplices.

A investigação sugere que o jovem, expulso da escola no ano passado após uma briga com o novo parceiro da sua ex-namorada, ativou os alertas de incêndio com granadas de fumaça e, quando os seus antigos colegas deixaram as salas de aula, começou a disparar com uma arma semiautomática.

Três feridos do tiroteio na escola da Flórida permanecem internados em estado crítico nos hospitais Broward Health Medical Center e Broward Health North.

O ataque a tiros de Parkland, que além dos 17 mortos, deixou 15 feridos, foi o 18.º incidente com armas em escolas americanas ocorridas neste ano. / EFE

 

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