Polícia russa encontra escravas sexuais em subterrâneo

A polícia da Rússia libertou duas jovens que foram aprisionadas num subterrâneo e usadas como escravas sexuais por mais de três anos. Nesse período, uma delas deu à luz duas vezes e engravidou uma terceira, informa a imprensa russa.As mulheres, agora com 21 e 17 anos de idade, desapareceram em setembro de 2000 depois de irem a uma discoteca de Ryazan, 125 km a sudeste de Moscou, dizem os informes. Depois de meses, as buscas foram encerradas e as jovens, identificadas como Lena e Katya, dadas como mortas.Elas foram encontradas pela polícia na terça-feira, em um refúgio subterrâneo construído por baixo de uma garagem. O suposto seqüestrador foi preso e acusado, informam jornais e redes de TV. Lena, de 21 anos, está grávida de oito meses.Segundo o relato do jornal Kommersant, as duas disseram que um casal lhes ofereceu bebida e uma carona. Elas dizem ter adormecido no carro e acordado numa sala escura, mobiliada com uma mesa e duas camas. Lena e Katya dizem que não foram espancadas, mas que o homem, identificado como Viktor Mokhov, de 53 anos, as estuprou seguidas vezes.Lena teve dois filhos e uma filha durante o cativeiro; as crianças foram abandonadas em um orfanato, segundo o chefe de polícia de Ryazan, Vladimir Tsypkov. Lena diz que chegou a escrever um bilhete pedindo socorro, que foi colocado nas fraldas de uma das crianças, mas Mokhov descobriu o truque, segundo o Kommersant.

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