Polícia russa prende envolvidos em crimes raciais

Policiais de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, prenderam oito membros de um grupo extremista suspeito de envolvimento em uma série de crimes racistas, informaram promotores da cidade nesta quarta-feira.Durante as buscas nos apartamentos dos suspeitos, a polícia encontrou seis pistolas, três quilos de dinamite e vários volumes de literatura extremista, segundo a agência de notícias RIA Novosti."Este é o grupo mais agressivo envolvido nos assassinatos. Eles estavam comprando armas e planejando outras ações", informou o promotor chefe de São Petersburgo, Sergei Zaitsev.Um dos líderes do grupo era Dmitry Borovikov, suposto membro da organização extremista Multidão Furiosa, que foi morto por policiais no dia 19 de maio ao resistir à prisão.O grupo é suspeito de matar o especialista em skinheads, Nikolai Girenko, em retaliação por seus estudos sobre grupos racistas e o estudante senegalês Lamzar Samba, que morreu em frente a um clube em abril, afirmou a porta-voz da promotoria, Yelena Ordynskaya.Segundo ela, os promotores também estão investigando se o grupo esteve envolvido no assassinado de uma menina de 9 anos, que foi esfaqueada em 2004.A Rússia tem vivenciado o aumento da xenofobia e do racismo, com uma série de ataques contra imigrantes, estrangeiros e judeus, particularmente em São Petersburgo.Grupos de direitos humanos acusam autoridades russas de não combater os crimes raciais intensamente. Somente em 2005, 31 assassinatos e 382 agressões associados a crimes raciais foram cometidos na Rússia segundo o grupo de direitos humanos Sova, baseado em Moscou. Neste ano, 14 pessoas morreram em ataques racistas.

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