Flavio LO SCALZO / AFP
Flavio LO SCALZO / AFP

Polícia salva 51 estudantes sequestrados por motorista de ônibus em Milão

Condutor tomou os jovens como reféns quando voltavam de excursão e ateou fogo ao veículo

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 18h04

ROMA - As autoridades italianas salvaram 51 estudantes que foram feitos reféns nesta quarta-feira perto de Milão (norte) pelo motorista do ônibus em que viajavam, que o incendiou por motivos ainda confusos.

"É um milagre, poderia ter sido um massacre. Os carabineiros agiram de forma excepcional, bloquearam o ônibus e salvaram todas as crianças", explicou o promotor de Milão, Francesco Greco. O promotor não excluiu a possibilidade de um ataque terrorista.

Os 51 estudantes, todos do ensino médio, retornavam de uma excursão com três acompanhantes adultos quando o motorista de repente mudou de direção em San Donato Milanese e fez os passageiros reféns. "Ninguém vai sair daqui vivo", afirmou, de acordo com várias crianças. 

Com duas latas de gasolina e um isqueiro, ameaçou as crianças, tomou seus celulares e as amarrou com cabos elétricos às cadeiras do meio. Uma das crianças conseguiu ligar para os pais, que informaram os carabineiros, que intervieram bloqueando o ônibus e quebraram as janelas traseiras para tirar os passageiros antes que o veículo fosse invadido pelas chamas. 

"Precisamos parar as mortes no Mediterrâneo", disse o homem, segundo vários meios de comunicação.

Uma dúzia de crianças e dois adultos foram levados ao hospital por leve intoxicação pela fumaça. O motorista, que foi preso e hospitalizado com queimaduras nas mãos, tem 47 anos, tem nacionalidade italiana há 17 anos e é de origem senegalesa.

O homem foi acusado pela justiça de sequestro e tentativa de massacre para fins de terrorismo. "O Ministério do Interior trabalha para determinar se pode retirar a sua cidadania italiana", informaram fontes ministeriais. / AFP

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