Polícia secreta da Colômbia passa por novo escândalo

Após denúncia de grampos ilegais, governo diz que organização foi infiltrada por grupos criminosos.

BBC Brasil, BBC

21 de fevereiro de 2009 | 21h33

O diretor do serviço secreto colombiano, Felipe Muñoz, ordenou uma investigação interna sobre alegações de que a organização estaria grampeando os telefones de autoridades, políticos de oposição, juízes da Suprema Corte e jornalistas.As acusações foram levantadas pela revista de notícias colombiana Semana, que alega que o principal beneficiado pelas informações obtidas com os grampos ilegais seria o governo colombiano. O diretor do serviço secreto - que assumiu há apenas um mês e responde diretamente ao presidente colombiano, ÁlvaroUribe - afirmou que grampos telefônicos não fazem parte das práticasadotadas pelo governo e seriam trabalho de agentes duplos empregadospor grupos criminosos. "Isto é (trabalho de) uma rede mafiosa que ameaça a segurança do Estado."A polícia secreta da Colômbia tem passado por uma série de escândalos desde que o presidente Álvaro Uribe assumiu o poder, em 2002, e nomeou Jorge Noguera, um de seus gerentes de campanha, como diretor.Noguera renunciou ao cargo três anos depois em meio a acusações de que ele teria ligações com esquadrões da morte montados por grupos paramilitares de direita. Noguera foi preso e aguarda julgamento.Em outubro do ano passado, Maria Pilar Hurtado foi forçada a renunciar como diretora do serviço secreto depois que foi revelado que a organização estaria investigando opositores do presidente Uribe.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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