Polícia síria atira e mata 4 manifestantes perto de Homs

Pelo menos quatro pessoas foram mortas e cerca de 50 feridas neste domingo, quando forças de segurança na Síria abriram fogo contra um funeral em Talbisseh, perto da cidade de Homs, disseram testemunhas. Os policiais "abriram fogo contra uma multidão" que participa do funeral de um homem morto no sábado, disseram as testemunhas à agência France Presse.

AE, Agência Estado

17 de abril de 2011 | 16h49

"Pelo menos quatro pessoas foram mortas, mas o número de óbitos pode ser muito maior. Mais de 50 pessoas ficaram feridas", disse uma testemunha. Neste domingo ocorreram protestos contra o governo do presidente Bashar Assad em várias cidades sírias. Os protestos ocorrem um dia após Assad prometer terminar com quase 50 anos de estado de emergência, na tentativa de enfraquecer um crescente levante, disseram testemunhas.

Ativistas convocaram os protestos no domingo em todas as províncias da Síria, para comemorar o Dia da Independência e reafirmar os protestos que já duram um mês contra o regime autoritário do país. Mais de 200 pessoas morreram nas últimas quatro semanas, por causa do uso de balas, gás lacrimogêneo e cassetetes pelas forças de segurança.

Os protestos neste domingo também ocorreram na cidade de Deraa, no sul do país, epicentro do movimento contra o governo. Também houve manifestações em Sueida, 130 quilômetros ao sul da capital, Damasco. Sueida é a sede de uma província habitada por drusos sírios. Mazen Darwish, diretor do Centro Sírio para a Liberdade de Imprensa e Expressão, afirma que cinco manifestantes foram feridos por policiais em Sueida. Dignitários locais tentaram fazer um protesto na tumba de Sultan Paxá al-Atrash, um líder da região que chefiou uma revolta contra a França entre 1925 e 1927. Darwish disse que pelo menos três feridos foram hospitalizados, incluído Hani al-Atrash, neto de Sultan Paxá.

O principal grupo pela democracia na Síria, a Declaração de Damasco, pediu aos cidadãos manifestações pacíficas nas cidades em todo o país e no exterior, para que o movimento tenha continuidade. Os ativistas convocam os protestos pela internet.

Testemunhas disseram que havia dezenas de milhares de pessoas protestando em Deraa. "O povo quer derrubar o regime" era um dos gritos da multidão. Em Sueida, havia cerca de 300 pessoas, que segundo testemunhas foram agredidas por policiais.

As declarações não podem ser confirmadas de maneira independente, pois a Síria restringiu a cobertura jornalística e expulsou jornalistas estrangeiros. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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