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Polícia acredita que atentado em Bangcoc foi realizado por um grupo de pessoas

Autoridades divulgaram retrato falado do suspeito de ter participado do ataque; jovem foi visto chegando ao local do acidente com um pacote nas mãos

O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 08h50

BANGCOC - O chefe de polícia da Tailândia, Somyot Pumpanmuang, afirmou nesta quarta-feira, 19, que suspeita que um grupo de pessoas, e não um só indivíduo, tenha sido responsável pelo atentado que deixou 20 mortos e centenas de feridos na segunda-feira no centro de Bangcoc.

"Não suspeitamos de uma pessoa, suspeitamos de várias. Acreditamos que há tailandeses envolvidos, mas não estamos dizendo que sejam só tailandeses ou estrangeiros", declarou Somyot em entrevista coletiva.

Câmeras de segurança localizadas próximas ao altar religioso onde ocorreu a explosão captaram um jovem que entrou no recinto com uma mochila, abandonada de maneira proposital minutos antes da explosão.

A polícia tailandesa divulgou hoje um retrato falado do suspeito. Autoridades afirmaram que não identificaram a sua nacionalidade e não sabem se ele ainda se encontra no país.

A bomba de fabricação caseira, carregada com 3 kg a 5 kg de dinamite e estilhaços, segundo as primeiras investigações policiais, pretendia causar o maior número de vítimas possíveis, de acordo com a versão oficial.

Dentre as vítimas estão seis tailandeses, quatro malaios, três chineses, um indonésio, um cingapuriano e uma britânica, além de dois corpos não identificados. Um total de 123 pessoas ficaram feridas e várias delas permanecem em estado crítico. Até o momento, ninguém reivindicou a autoria do ataque.

Uma segunda bomba explodiu ontem perto de um estacionamento de lanchas, mas não deixou vítimas. Artefato caiu em um rio. Autoridades tentam hoje drenar a área, enquanto mergulhadores procuram os restos do explosivo.

O porta-voz governamental, Werachon Sukhontapatipak, afirmou que ainda não é possível estabelecer uma conexão direta entre os incidentes.

As autoridades ofereceram uma recompensa de 1 milhão de baht (cerca de US$ 28 mil) por informações que levem à detenção do principal suspeito. /EFE, REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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