Polícia tailandesa reprime manifestantes que exigem mudança de governo

A polícia tailandesa disparou nesta sexta-feira gás lacrimogêneo contra manifestantes favoráveis à realeza do país que buscam o desmantelamento to governo provisório, dias após uma corte ter destituído a primeira-ministra Yingluck Shinawatra e uma agência anticorrupção tê-la indiciado por negligência.

AMY SAWITTA LEFEVRE, Reuters

09 Maio 2014 | 10h05

O partido de Yingluck, o Puea, ainda domina o governo interino e espera organizar eleições para 20 de julho, que provavelmente venceria, mas os manifestantes querem o desmonte do governo, o adiamento das eleições e reformas para acabar com a influência do irmão de Yingluck , o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

O líder dos protestos, Suthep Thaugsuban, falando aos manifestantes em um parque da cidade, pediu que eles se unissem diante do Parlamento, do gabinete do primeiro-ministro e de cinco estações de televisão para evitar que esses estabelecimentos sejam utilizados pelo governo.

"Vamos varrer os escombros do regime Thaksin para fora do país", afirmou Suthep, ex-vice-premiê em um governo liderado pelo Partido Democrata.

Thaksin, ex-magnata de telecomunicações, é considerado um vilão capitalista corrupto por seus inimigos que apoiam a realeza tailandesa. Mas ele conquistou a lealdade da população pobre dos centros urbanos e áreas rurais com políticas populistas quando foi primeiro ministro, de 2001 até ser deposto em 2006.

Ele atualmente vive no exílio para evitar uma sentença de prisão, datada de 2008, pela acusação de abuso de poder.

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