Polícia teme protestos violentos de anarquistas durante casamento real

Scotland Yard pretende reforçar vigilância contra ativistas após incidentes durante manifestação no final de semana em Londres.

BBC Brasil, BBC

28 de março de 2011 | 07h03

Manifestantes almejariam ataques contra casamento real

A polícia britânica diz temer que grupos anarquistas pretendam realizar protestos violentos durante o casamento real do príncipe William com Kate Middleton, marcado para o próximo dia 29 de abril.

A Scotland Yard, como é conhecida a policia metropolitana de Londres, indiciou 149 pessoas que teriam participado de ações violentas durante um protesto predominantemente pacífico realizado em Londres no sábado contra cortes promovidos pelo governo britânico.

Durante a manifestação, que reuniu entre 250 mil e 500 mil pessoas, um grupo de ativistas mascarados atacou policiais, quebrou vitrines e cobriu a fachada de bancos e de lojas com tinta, durante e após a manifestação organizada por uma coalizão de sindicatos.

Um total de 201 pessoas foram presas. De acordo com a polícia, 145 foram detidas por ligações com um protesto realizado pelo grupo UK Uncut, que consistiu na ocupação da mercearia de luxo Fortnum & Mason, no bairro de Picadilly. Os manifestantes acusam proprietários da loja de ter evitado o pagamento de impostos.

Ao todo, 31 policiais ficaram feridos e 11 foram hospitalizados, mas os ferimentos sofridos foram considerados leves.

A Scotlanda Yard elogiou o caráter pacífico da manifestação em Londres e destacou que os ativistas violentos constituíram uma exceção.

Casamento real

Em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph, o comandante da Scotland Yard, Bob Broadhurst, afirmou que um grupo de pessoas avisou que irá ''deliberdamente almejar'' o casamento real.

Ele acrescentou que tem estado atento a possíveis ataques visando o casamento do príncipe William e Kate Middleton.

Broadhurst disse que irá dispor de sua autoridade para garantir que o casamento não seja prejudicado pelos protestos.

''Estou lidando com uma operação de segurança em uma cidade que vive sob ameaça terrorista. Nós usaremos ações contraterrorismo, fecharemos ruas e utilizaremos poderes para abordar e revistar pessoas.''BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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