Polícia terá 2 mil agentes vigiando manifestação

As autoridades de Taiwan deslocaram neste sábado mais de 1.700 policiais e soldados para Taipé, com a missão de vigiar a manifestação convocada para protestar contra a corrupção e exigir a renúncia do presidente taiwanês, Chen Shui-Bian.O protesto deve atrair uma multidão, apesar da chuva na capital taiwanesa. Ele foi convocado por um dos aliados de Chen no movimento pró-democrático e independentista, Shih Ming-Teh, ex-presidente do Partido Democrata Progressista (PDP).A concentração começa oficialmente às 15h (4h de Brasília). Ela vai dar início a uma vigília, dia e noite, que segundo os organizadores continuará até que Chen abandone o poder. Eles querem que o presidente se responsabilize pela "corrupção", "autoritarismo personalista" e pelas "políticas que têm prejudicado a economia e a competitividade internacional de Taiwan".A campanha, apoiada por doações de mais de 1 milhão de taiwaneses, acentua a crise política aberta por uma série de escândalos ligados a colaboradores e parentes do presidente taiwanês e pelo uso de orçamentos do Escritório Presidencial.A campanha conta com a oposição dos dirigentes do governista PDP e com o apoio tácito do opositor Partido Kuomintang (KMT) que porém se absteve de participar oficialmente.Entre os casos de corrupção está a acusação de que o do genro do presidente, Chao Chien-Ming, teria usado informação privilegiada para beneficiar sua família com ganhos de US$ 2,38 milhões na bolsa.A oposição também acusa a primeira-dama, Wu Shu-Chen, de receber bônus milionários de lojas de departamento em troca de favores políticos.O chefe da Polícia local, Lee Chin-Tien, ameaçou dissolver a concentração "se houver alterações da ordem pública".

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