Polícia turca usa canhões de água e gás lacrimogêneo

A polícia da Turquia usou canhões de água neste sábado para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram na Praça Taksim, para uma homenagem às quatro pessoas mortas durante os recentes protestos no país. As forças de segurança ainda utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar o grupo, que se espalhou por vias laterais.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

22 de junho de 2013 | 18h48

A repressão aconteceu no mesmo dia em que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o Brasil é vítima da mesma conspiração internacional que afeta seu país. Os protestos na Turquia eclodiram três semanas atrás, após as forças de segurança reprimirem duramente manifestantes que eram contrários à construção de um complexo comercial onde hoje existe uma das poucas áreas verdes da capital. Em seguida, os protestos se voltaram contra o autoritarismo do regime de Erdogan, que alguns críticos acusam de tentar impor uma lei islâmica ao país.

Neste sábado o povo voltou para a Praça Taskim, onde depositaram cravos para homenagear os três manifestantes e o policial morto durante os protestos. Por cerca de duas horas, a multidão gritou frases contra o governo e exigiu que Erdogan renuncie. A polícia então orientou os manifestantes a deixarem a praça, mas foi ignorada.

Enquanto alguns manifestantes distribuíam flores para as forças de segurança e gritavam: "Polícia, não traia o seu povo", os soldados começaram a utilizar canhões de água para dispersar o grupo. Um jornalista da Associated Press disse que a polícia empurrou os manifestantes para ruas laterais e depois disparou várias bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para assustar a multidão, que se recusava a ir embora. Mesmo assim, não há relatos de feridos.

O premiê turco tem enfrentado várias críticas da comunidade internacional pela dura repressão aos protestos. Entretanto, Erdogan defende a atuação da polícia e nos últimos dias tem promovido comícios com seus simpatizantes em diversas cidades. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Turquiaprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.