Polícia venezuelana ocupa reduto de protestos da oposição em Caracas

Manifestantes são expulsos da Praça Altamira após mais de um mês de atos contra o govero

O Estado de S. Paulo,

17 de março de 2014 | 10h02

 

CARACAS -  O distrito de Chacao, o principal foco de protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, amanheceu ocupado por homens da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e da Polícia Nacional nesta segunda-feira, 17. A Praça Altamira, palco de diversos enfrentamentos entre manifestantes e a polícia, estava tomada por cerca de 600 policiais.

A ocupação foi determinada na noite de domingo pelo ministro do Interior, Miguel Rodríguez Torres. Segundo ele, a polícia encontrou num  centro comercial perto da praça objetos fabricados para "atividades terroristas". O ministro disse ainda que alguns manifestantes recebiam 5 mil bolívares por semana para erguer barricadas no local.

O prefeito de Chacao, Ramon Muchacho, que é da oposição, denunciou a ocupação do distrito. "A Praça Altamira amanheceu completamente militarizada", disse.

O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, disse por meio de sua conta no Twitter que caberia a Muchacho "limpar" a praça, palco de protestos desde o início de fevereiro.

Na noite de domingo, a praça foi invadida pela GNB e a PNB. Soldados da Guarda Nacional usaram gás lacrimogêneo e canhões de água contra centenas de manifestantes que atiraram pedras e algumas bombas de gasolina antes de abandonarem a praça.

Alguns soldados em motocicletas cercaram os manifestantes na praça, segundo testemunhas. As tropas, em seguida, começaram a demolir as barricadas dos manifestantes, cumprindo a promessa de Maduro de retomar o controle do local.

"Nós vamos continuar liberando espaços tomados pelos manifestantes", disse Maduro, sucessor do falecido líder Hugo Chávez, em um comício pró-governo em Caracas no domingo. / REUTERS

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