REUTERS/Manaure Quintero
REUTERS/Manaure Quintero

Polícia venezuelana prende 193 pessoas por violação da quarentena

Com aumento de casos de covid-19, presidente Maduro afirma que festas se tornaram um foco de contágio

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 18h23

CARACAS - A Polícia Nacional Bolivariana (PNB) prendeu 193 pessoas na Venezuela neste fim de semana por violação da quarentena em vigor desde março por conta da pandemia de covid-19, informou o governo nesta segunda-feira, 3.

"Durante o fim de semana, 193 pessoas foram presas após vários dispositivos de segurança realizados para garantir o cumprimento da quarentena social e prevenir a propagação da covid-19", disse o Ministério do Interior em nota divulgada nas redes sociais. Os agentes da PNB "acabaram com 17 festas clandestinas que violavam o cumprimento da quarentena", acrescentou.

De acordo com o texto, bebidas, caixas de som e veículos foram apreendidos. O Ministério do Interior não especificou os locais onde as prisões ocorreram. Os presos ficaram sob responsabilidade do Ministério Público.

Ao reconhecer um aumento "preocupante" dos casos de covid-19, o presidente socialista Nicolás Maduro afirmou que as "rumbas" (festas) se tornaram um foco de contágio. 

A partir desta segunda-feira e por uma semana, a Venezuela enfrenta sete dias de "quarentena radical".

Atualmente, o país de 30 milhões de habitantes registra 20.206 casos e 176 mortes por coronavírus, de acordo com os dados oficiais, que são questionados por organizações como Human Rights Watch (HRW), que os consideram pouco confiáveis.

O governo de Maduro aplica, desde junho, um esquema que chama de "7+7", que alterna sete dias de confinamento rígido com sete de vida flexível.

No entanto, cumprir uma quarentena rígida é um luxo para muitos que vivem o dia a dia em um país com hiperinflação, seis anos seguidos de recessão e uma pobreza crescente. Todos os dias se observa bastante movimento nas ruas, apesar das restrições. / AFP

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