Polícia venezuelana reprime protesto contra Chávez

A polícia venezuelana reprimiu com balas de borracha e gás lacrimogêneo as centenas de estudantes que tentaram chegar em passeata à Assembleia Nacional, onde planejavam protestar contra o presidente Hugo Chávez.

AE-AP, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2010 | 20h07

O chefe da polícia metropolitana de Caracas, comissário Carlos Meza, informou que os policiais desmontaram barricadas e cercaram os manifestantes perto de um calçadão, porque a manifestação não tinha autorização do governo para acontecer. Alguns estudantes tiveram que ser levados a clínicas e hospitais por causa do gás lacrimogêneo.

No forte militar, Chávez condecorou hoje vários oficiais do Exército, aos quais ele comandou em 4 de fevereiro de 1992, quando tentou derrubar o presidente Carlos Andrés Pérez. A tentativa de golpe de 1992 rendeu fama a Chávez.

"Soldados de todas as patentes, vamos nos sentir mais orgulhosos do que nunca pelo caminho percorrido. Hoje estamos comemorando, 18 anos depois, olhando o passado, conscientes no presente e sobretudo comprometidos com o amanhã, com a revolução socialista que começou em 4 de fevereiro", discursou o mandatário.

A comemoração chavista ocorre no momento em que cresce o descontentamento popular por causa dos racionamentos de água e energia elétrica impostos pelo governo devido à forte seca, criminalidade fora do controle e a recessão econômica.

Horas antes, o vice-presidente Elías Jaua fez um apelo aos partidários do governo para que "tomassem as ruas" para que os "inimigos saibam que as forças de Chávez, que a força bolivariana estará em cada rua".

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