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Polícia veta acesso de brasileiros à embaixada

Cercada por uma barreira do Exército e da polícia, a Embaixada do Brasil em Honduras foi proibida ontem de receber cidadãos brasileiros pelas autoridades do governo de facto. Mesmo com passaportes à mão, parentes de funcionários e jornalistas brasileiros tiveram o passe negado, em última instância, pelo comissário de polícia Rosário Mejías, que comanda o cerco ao prédio.

AE, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 08h43

"Esse tipo de situação só ocorre quando há um governo de facto e arbitrário", resumiu o encarregado de negócios da embaixada, ministro Francisco Catunda Resende. "Essa é uma falta diplomática grave. Um verdadeiro absurdo", disse, por telefone, ao Estado.

Desde a manhã de segunda-feira, Catunda se tornou anfitrião do presidente deposto Manuel Zelaya, que voltou a Honduras secretamente. O diplomata igualmente se tornou uma espécie de refém de um episódio político delicado, que colocou o Brasil no centro da disputa entre Zelaya e o presidente de facto, Roberto Micheletti. Sua instrução é a de não deixar o prédio e não interferir em reuniões ou conversas que Zelaya possa manter.

Segundo o diplomata, na segunda-feira, a mulher de Zelaya, Xiomara, procurou-o pedindo para conversar. Catunda a recebeu, mas se surpreendeu quando Xiomara disse que Zelaya esperava em um carro na frente do prédio e queria saber se o governo brasileiro permitiria que ele ficasse na embaixada, sob sua proteção.

O consentimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava voando para os EUA, demorou apenas dez minutos. O carro de Zelaya entrou pela garagem da embaixada. Ele saiu carregando uma mala. Vinha apenas com a mulher e se instalou no gabinete do embaixador Brian Fraser Neele, que estava de férias na época do golpe e permaneceu no País, por ordem do Itamaraty.

Partidários de Zelaya escalaram muros da vizinhança e ingressaram no prédio. Na terça-feira, a embaixada abrigava 313 pessoas. Por recomendação do chanceler Celso Amorim, Catunda pediu a Zelaya para reduzir o número de partidários na embaixada. O próprio Catunda dispensou 8 dos 12 funcionários, que foram retirados por uma operação da Embaixada dos Estados Unidos.

Desde então, a representação brasileira abriga cerca de 60 pessoas, incluindo Zelaya e Xiomara e mais três funcionários da embaixada. Catunda ainda teme uma invasão do prédio. "São boatos constantes." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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