AFP PHOTO / ERIC CABANIS
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Ataque terrorista no sul da França termina com dois reféns, um policial e atirador mortos

Indivíduo alegou lealdade ao grupo Estado Islâmico e pediu a libertação de Salah Abdeslam, que participou dos atentados de 2015 em Paris; autoridades disseram que Redouane Lakdim, de 26 anos, era conhecido por pequenos crimes e não era radicalizado

O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 08h15
Atualizado 23 Março 2018 | 23h11

PARIS - A polícia da França matou um homem armado em um mercado no sul do país onde ele mantinha oito pessoas como reféns. Duas delas morreram no local, além de um policial em uma região próxima. "O sequestrador morreu", disse uma fonte próxima às investigações, acrescentando que dois agentes ficaram feridos.

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O prefeito de Trèbes, no sul de Toulouse, Eric Ménassi, informou que o indivíduo alegou lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e entrou no estabelecimento gritando "Allahu Akbar" (Deus é o maior, em árabe) e "matarei todos vocês". 

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O indivíduo disparou seis vezes contra quatro agentes da polícia na cidade de Carcassonne, matando um deles com um tiro na cabeça. Segundo Yves Lefebvre, secretário-geral do sindicato policial, um foi ferido no ombro, mas sem gravidade. O suspeito se dirigiu então ao supermercado Super U, nas proximidades da cidade de Trèbes, onde matou duas pessoas e feriu outra gravemente.

Ele pediu ainda a libertação de Salah Abdeslam, único integrante vivo das células jihadistas que realizaram os atentados terroristas em Paris em 2015, deixando 130 mortos, de acordo com informações da emissora BFM TV.

Uma fonte do escritório da Procuradoria de Paris afirmou que equipes antiterrorismo estão investigando o caso. Autoridades não confirmaram a ligação do indivíduo com o EI, mas o identificaram como Redouane Lakdim, de 26 anos, conhecido por pequenos crimes e posse de drogas, segundo o ministro do Interior francês, Gérard Collomb.

Lakdim morava perto de Carcassonne, onde a série de ataques começou. "Nós o monitoramos e não havia radicalização", afirmou Collomb.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a situação parece ser terrorismo e as forças de segurança estão atuando na região. "Tudo sugere que se trata de um atentado terrorista", afirmou ele após uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas. 

Especialistas temem aumento de atentados na Europa com a volta de jihadistas depois que o EI perdeu espaço no Iraque e na Síria. Mais de 240 pessoas morreram na França desde 2015 em ataques cometidos por agressores que alegam lealdade ao grupo jihadista ou que se inspiraram nele. / AP, REUTERS e NYT

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