Philippe Wojazer / AP
Philippe Wojazer / AP

Serviços de inteligência da França acreditam que Salah Abdeslam fugiu para Síria

Operações antiterroristas acontecem no bairro de Beekhant, na Bélgica, de onde procedem vários envolvidos nos atentados em Paris. Jornal francês revelou que terrorista comprou detonadores para montar coletes explosivos um mês antes dos ataques

O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2015 | 08h35

BRUXELAS (atualizado às 16h20) - Serviços de inteligência da França acreditam que o suspeito Salah Abdeslam, que tem ordem de prisão internacional por envolvimento nos ataques em Paris, fugiu para a Síria, segundo informações da rede CNN obtidas a partir de uma fonte próxima à investigação.

A polícia belga ainda efetua uma operação antiterrorista em Molenbeek, que estaria ligada à investigação sobre os atentados terroristas à capital francesa, informou a rede pública de televisão RTBF. A Procuradoria belga disse que Abdeslam poderia estar escondido em um dos imóveis da região. Contudo, até o momento, ninguém foi detido.

As ações acontecem no bairro de Beekkant, em Molenbeek, de onde procedem vários dos envolvidos nos atentados do último dia 13, que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos.

De acordo com a rede de televisão, a rua está isolada e uma das operações é realizada em uma "casa desocupada". Os detalhes da ação ainda não foram revelados.

Detonadores. No sábado, o jornal Le Parisien revelou que Abdeslam comprou uma dezena de detonadores para montar coletes explosivos em uma loja a cerca de 35 km da capital francesa, pouco mais de um mês antes dos ataques.

O gerente da empresa, localizada na cidade de Saint Ouen l'Aumône reconheceu Abdeslam por meio da ficha de foragido e acionou a polícia para informar que ele havia passado por seu estabelecimento.

Segundo o gerente, o criminoso foi a sua loja entre o final de setembro e o início de outubro e apresentou a carteira de motorista como identificação. Antes de fazer a compra, perguntou se os detonadores eram realmente "eficazes" e "confiáveis".

O fato de Abdeslam estar no país semanas antes de cometer os atentados não surpreende os investigadores, que constataram que ele fez várias viagens entre Molenbeek e a França. Um exemplo é que dois dias antes dos ataques a câmera de segurança de um posto de gasolina da cidade de Ressons-sur-Matz, ao norte de Paris, gravou a passagem de um dos carros utilizados nos atentados.

Investigadores analisam a hipótese de que Abdeslam tinha a intenção de se explodir com o colete assim como os sete jihadistas suicidas que agiram no dia 13. Um desses coletes foi encontrado no sul de Paris, região onde o terrorista passou a noite dos atentados antes de ir para Bruxelas. /EFE

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