REUTERS/Philippe Wojaze
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Homem armado ataca soldado no Museu do Louvre; governo diz que há indícios de terrorismo

Agressor teria gritado 'Allahu Akbar' no momento do ataque; região próxima à atração turística foi esvaziada

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2017 | 08h05

PARIS - Um soldado francês disparou cinco vezes contra um homem armado com uma faca após este tentar entrar no Museu do Louvre, em Paris, carregando malas nesta sexta-feira, 3, segundo policiais. Uma fonte afirmou que o homem tentou entrar em uma loja localizada no subsolo do museu e atacou um soldado, que ficou ferido. Policiais locais atiraram e feriram gravemente o agressor.

O primeiro-ministro da França, Bernard Cazenueve, afirmou que "visivelmente" se trata de um "ataque terrorista". Segundo agentes, o agressor teria gritado "Allahu Akbar" ("Deus é o maior" em árabe) no momento da ação. O chefe da Polícia de Paris disse que o suspeito portava duas mochilas, mas nenhuma delas continha explosivos, contrariando a informação que havia sido divulgada anteriormente.

A polícia de Paris informou que a região próxima ao Louvre foi esvaziada. O Ministério do Interior francês disse em sua conta no Twitter que o incidente foi considerado “grave”.

Uma das porta-vozes do Louvre disse que o museu foi “fechado por um momento”, mas não confirmou a informação sobre o esvaziamento na área próxima ao prédio.

Uma segunda pessoa foi detida pouco depois do ataque, de acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henri Brandet. "Os investigadores estão tentando determinar se o detido tem vínculos com o agressor", disse ele.

A promotoria antiterrorista de Paris abriu uma investigação sobre o ataque, de acordo com o Ministério Público francês. Em comunicado, ela afirmou que a investigação pelas acusações de "tentativas de assassinatos relacionadas ao terrorismo e à associação terrorista criminosa" foi encaminhada à Polícia Judiciária de Paris e à direção geral da Segurança Interior. 

O Museu do Louvre é uma das maiores atrações turísticas da capital francesa. Os soldados de patrulha fazem parte das medidas de segurança que foram adotadas após os ataques terroristas registrados no país em 2015 e 2016. / REUTERS, AFP, EFE e ASSOCIATED PRESS

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