Carlos Eduardo Ramirez / Reuters
Carlos Eduardo Ramirez / Reuters

Policiais e opositores se enfrentam em protesto no oeste da Venezuela

Ao menos oito pessoas ficaram feridas no confronto; em Caracas, opositores foram impedidos de rezar missa  no centro da cidade

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 17h52


CARACAS - Centenas de partidários da oposição venezuelana marcharam hoje em Caracas e outras cidades para lembrar o primeiro aniversários dos protestos de fevereiro de 2014, que deixaram 43 mortos no país.  Em San Cristobal, no Estado de Táchira, no oeste da Venezuela, houve confrontos e oito pessoas ficaram feridas. 

Em Caracas, a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) isolou um grupo de manifestantes capitaneado por líderes da oposição ao presidente Nicolás Maduro, que pretendia participar de uma missa em uma igreja do centroda cidade em homenagem ao estudante Robert Redman, a primeira vítima dos protestos do ano passado. 

Em San Cristóbal,  soldados da GNB dispararam bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes, que responderam com paus e pedras. Cinco policiais e três manifestantes ficaram feridos após duas horas de confronto.

Depois de se concentrarem na Praça Três Graças, os opositores tentaram entrar na Igreja de São Pedro, que estava isolada pela polícia e pela GNB. O prefeito do distrito caraquenho de Libertador, o chavista Jorge Rodríguez, proibiu a manifestação. Segundo ele, os requerimentos não foram feitos no prazo correto. Sem poder rezar a missa na igreja, o padre da paróquia optou por fazer algumas orações ao ar livre.

A ex-deputada Maria Corina Machado liderou o protesto em Caracas. Ela pediu por meio de sua conta no Twitter apoio ao ato. Preso nos protestos do ano passado, o opositor Leopoldo López pediu apoio dos jovens para novos protestos em seu perfil na mesma rede social. 

“Hoje completa um ano do dia em que a história reconhecerá o respeito e a admiração ao povo que repudiou a ditadura”, escreveu Maria Corina. López afirmou que 2014 marcou o início da mudança na Venezuela.

“Estamos marchando em paz em honra daqueles que caíram”, disse o estudantre Fabio Valentini, de 21 anos, da Universiadade Católica Andrés Bello. “A Venezuela hoje está bem pior do que no ano passado. A economia está em crise e a criminalidade aumentou. Nossa meta não é derrubar o governo, mas exigir direitos e mudanças de políticas.” 

Um ato chavista também ocorreu no centro de Caracas . “Será uma marcha pela paz e pela Justiça, que servirá para mostrar mais uma vez o respaldo à revolução bolivariana”, disse o coordenador da Juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Hanthony Coello, antes da passeata. Segundo ele, o presidente Nicolás Maduro participaria da manifestação./ REUTERS e AP

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