Policiais eram alvo de tiros na Louisiana, reitera investigação

Crime ocorreu dias após policiais brancos terem matado um negro na cidade de Baton Rouge

O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2016 | 20h50

O homem que matou a tiros três policiais e feriu outros três no domingo na Louisiana tinha como alvo membros das forças de segurança do Estado, disseram ontem investigadores que cuidam do caso. O crime ocorreu dias após policiais brancos terem matado um negro na cidade de Baton Rouge, a mesma do ataque a tiros.

“Nossas investigações preliminares indicam que ele emboscou os oficiais”, disse o chefe de relações públicas da polícia da Louisiana, JB Stanton. “Estamos tentando descobrir o motivo, mas certamente os policiais eram o alvo.”

O superintendente de polícia da Louisiana, coronel Michael D. Edmonson , disse que investigadores estão entrevistando pessoas e buscando evidências para recuperar a trajetória do atirador, identificado como Gavin Long. Enquanto a investigação avança, surgem detalhes sobre o suspeito. Natural de Kansas City, no Missouri, ele teria pedido para alterar seu nome para Cosmo Ausar Setepentra, um nome indígena. 

Sob esse pseudônimo, Long gravou vídeos nos quais comenta a morte de homens afro-americanos pelas mãos da polícia, entre os quais está Alton Sterling, o cidadão negro de 37 anos que foi morto por dois policiais brancos em Baton Rouge quando estava imobilizado no solo.

Em um vídeo do YouTube intitulado “Protesto, opressão e como lidar com os pistoleiros”, Long assegura que em 100 % das revoluções, as vítimas lutam contra os opressores.

“Tiveram êxito contra-atacando por meio do derramamento de sangue. Nenhum teve sucesso só protestando. Isso nunca funcionou e nunca funcionará, é preciso lutar, essa é a única forma na qual um pistoleiro entende que tem que te deixar em paz”, diz Long no vídeo.

Nos vídeos, Long também elogia Malcolm X, símbolo do movimento mais radical pelos direitos civis da década de 60. 

“A situação aqui está muito dura, um ataque ao próprio tecido da sociedade”, disse o governador de Louisiana, John Bel Edwards. /EFE e REUTERS

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