Policiais filipinos investigam assassinatos de jornalistas

País é o terceiro mais perigoso para os jornalistas depois do Iraque e Afeganistão

Efe

13 de março de 2009 | 04h54

A polícia das Filipinas vai destinar unidades especiais para investigar assassinatos de jornalistas no país. Até 64 comunicadores foram mortos desde a chegada ao poder da atual presidente, Gloria Macapagal Arroyo, em 2001.

 

O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 13, pelo diretor da corporação, o general Jesús Verzosa, que explicou que seus homens investigam um total de 27 suspeitos, entre eles dois militares, dois policiais e dois prefeitos.

 

Os agentes colaborarão com os meios de comunicação para conseguir a detenção dos assassinos dos

jornalistas.

 

Por sua vez, a polícia filipina também estuda especializar esses profissionais com cursos parecidos com os dos correspondentes de guerra para que sejam mais capazes de garantir sua própria segurança.

 

Um total de 62 comunicadores, a maioria comentaristas de rádio, foram mortos nas Filipinas desde que Arroyo assumiu o governo em janeiro de 2001, segundo dados da União Nacional de Jornalistas.

 

Isso significa dizer que o país é o terceiro mais perigoso para os jornalistas depois do Iraque e Afeganistão.

 

Grande parte dos crimes está relacionada com denúncias sobre escândalos de políticos locais, que contratam assassinos de aluguel para silenciar a voz dos comunicadores, enquanto a justiça, também ameaçada pelos mesmos caciques, é incapaz de processar os responsáveis.

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