AFP PHOTO / AHMAD GHARABLI
AFP PHOTO / AHMAD GHARABLI

Confrontos na Esplanada das Mesquitas deixam 113 feridos

Fiéis muçulmanos evitavam fazer orações no local há quase duas semanas em razão das novas medidas de segurança impostas por Israel

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 12h32

JERUSALÉM - Milhares de palestinos voltaram ontem à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, após um boicote de duas semanas em razão das estritas  medidas de segurança impostas pelos israelenses. No entanto, as forças de segurança de Israel e os palestinos entraram em choque e pelo menos 113 pessoas ficaram feridas. 

Os confrontos começaram pouco depois que os fiéis entraram no complexo, onde fica a Mesquita de Al-Aqsa, após as autoridades israelenses retirarem dispositivos de segurança, como câmeras e detectores de metal, atendendo às exigências das autoridades muçulmanas que administram o local.

 

OOs dispositivos tinham sido instalados por Israel no acesso à Esplanada das Mesquitas após o ataque do dia 14, quando três árabes-israelenses saíram do complexo de Al-Aqsa armados e mataram dois policiais israelenses.

Atendendo ao chamado das autoridades muçulmanas, que pediram aos fiéis para rezar novamente na Esplanada depois da retirada das medidas, centenas de palestinos e árabes-israelenses foram ao complexo. Do lado de fora, os confrontos começaram quando um grupo de policiais caminhava em meio à multidão. Alguns palestinos jogaram garrafas de plástico e as forças israelenses responderam com bombas de efeito moral.

“Depois que os fiéis entraram no Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas), alguns começaram a atirar pedras contra os agentes, algumas das quais caíram na praça do Muro das Lamentações”, disse a polícia israelense em um comunicado.

 

“Um destacamento da polícia no local dispersou os agitadores utilizando elementos antidistúrbio. Um agente foi atingido por uma pedra na cabeça e foi atendido no local”, disse a nota.

Segundo porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, “os agentes esvaziaram a área para evitar feridos”. Ele assegurou que a “situação ficou sob controle”.

Os manifestantes içaram bandeiras palestinas no alto da Mesquita de Al-Aqsa, dentro do recinto sagrado – o que não é permitido –, e elas foram retiradas pelas forças de segurança. "A polícia responderá com rigor a qualquer tentativa de incomodar civis e agentes”, advertiu o porta-voz. 

Durante dias, ocorreram fortes confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, que deixaram cinco mortos e dezenas de feridos. Além disso, três israelenses foram assassinados por um palestino em uma colônia na Cisjordânia. Ontem, o premiê Binyamin Netanyahu pediu a execução do autor do ataque. “É hora de aplicar (a pena de morte para terroristas) em casos graves”, declarou.    / AFP e EFE

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