Policiais matam mulher por engano na África do Sul

Um carro foi confundido com um veículo roubado e recebeu vários tiros da polícia sul-africana. Uma mulher morreu. O caso ocorreu apenas algumas semanas depois de o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, ter afirmado que a polícia do país deveria ter restrições para o uso de força letal.

AE-AP, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 18h37

A polícia abriu fogo contra o carro onde estavam Olga Kekana, de 30 anos, e outras três pessoas, na manhã de domingo nas proximidades de Pretória. Olga foi atingida na cabeça e morreu no local. Duas pessoas ficaram feridas, mas o motorista saiu ileso. O ministro da Polícia, Nathi Mthethwa, visitou a família da mulher assassinada nesta terça-feira.

Moses Dlamini, porta-voz da Diretoria Independente de Queixas, que investiga o fato, disse que as armas dos policiais foram apreendidas como parte da investigação, mas que os policiais continuam trabalhando e não sofreram punições. "No momento, não sabemos quem disparou o tiro que matou a mulher. Há tantas perguntas que é difícil dizer," disse.

As pessoas que estavam no carro disseram que a polícia não fez qualquer tipo de advertência antes de abrir fogo, por volta das 5 horas do domingo, disse Dlamini. Simon Mathibela, o motorista, disse ao jornal "The Star" que depois de abrir fogo, a polícia parou para olhar o carro e seus ocupantes feridos, então partiu sem oferecer ajuda. "Quando eles se deram conta que éramos as pessoas erradas, começaram a dizer ''desculpem''", disse ele.

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