Justin Sullivan / Getty Images / AFP
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Policiais que mataram jovem negro na Califórnia ao confundir celular com arma se livram da Justiça

Segundo a promotora do condado de Sacramento, os oficiais que atiraram em Stephon Clark pensaram ‘que estavam em perigo iminente de morte ou lesão’; família da vítima e ativistas irão apelar ao procurador do Estado

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 11h02

LOS ANGELES - Os policiais que mataram a tiros um jovem negro na Califórnia há um ano ao confundirem seu celular com uma arma de fogo não serão acusados pela Justiça local, mas a família da vítima apelará nesta semana ao procurador do Estado.

A promotora do condado de Sacramento, Anne Marie Schubert, disse no sábado que os dois oficiais que atiraram em Stephon Clark em março de 2018 "tiveram uma honesta e razoável crença de que estavam em perigo iminente de morte ou lesão", de modo que a sua reação foi "legal".

Ativistas e parentes entregarão uma carta nesta semana ao procurador da Califórnia, Xavier Becerra, para que acuse os dois policiais.

Clark, de 22 anos e pai de dois filhos, foi baleado 20 vezes no quintal de sua casa no dia 18 de março de 2018. A polícia respondeu a um chamado aos serviços de emergência sobre um homem que havia quebrado janelas de carros na área e considerou Clark como o principal suspeito.

Em vídeos gravados de um helicóptero e através das câmeras nos uniformes dos policiais, é possível ver o jovem correndo e buscando abrigo na casa de seus avós, onde morava. Os oficiais gritam para ele levantar as mãos e imediatamente seguem: "Arma, arma, arma", e então dispararam 20 vezes. Ao revistar o corpo, os agentes só encontraram um celular.

O caso desencadeou grandes protestos em Sacramento que bloquearam avenidas, e cerca de 500 pessoas compareceram ao funeral de Clark.

"A morte de Stephon Clark foi uma tragédia que teve um impacto devastador em sua família e em nossa comunidade", disse Anne Marie em seu relato. "Um jovem perdeu a vida" e "nenhuma decisão ou relatório irá restaurar a vida de Stephon Clark", afirmou ela. / AFP

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