Reprodução/Twitter
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Policial branco que atirou em Jacob Blake não enfrentará acusações criminais

Decisão da promotoria de não acusar policial deve incitar mais manifestações, que estouraram repetidamente em cidades americanas nos últimos anos depois que a polícia foi inocentada em outros episódios em que homens negros foram baleados

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2021 | 19h12

KENOSHA, EUA - O promotor do condado americano de Kenosha (Wisconsin) Michael Graveley anunciou nesta terça-feira, 5, que não serão apresentadas acusações criminais contra o policial branco que atirou pelas costas e deixou paralisado o homem negro Jacob Blake em 23 de agosto. O incidente desencadeou protestos violentos e intensificou as tensões raciais nos Estados Unidos

A decisão da promotoria de não acusar o policial Rusten Sheskey de quaisquer crimes deve incitar mais manifestações, que estouraram repetidamente em cidades americanas nos últimos anos depois que a polícia foi inocentada em outros episódios em que homens negros foram baleados.

As imagens dos disparos de Sheskey contra Blake capturadas pela câmera do celular de uma testemunha rapidamente atraíram os holofotes do país. Mais de 250 pessoas foram presas nos protestos que se seguiram, incluindo Kyle Rittenhouse, de 17 anos, acusado de atirar contra os manifestantes e matar dois deles.

O promotor explicou que informou a Blake sua decisão antes de anunciá-la em uma entrevista coletiva. "Nenhum agente de Kenosha será acusado. Baseando-nos nos fatos e na lei, decidimos que não serão apresentadas acusações", disse o promotor.

Em antecipação ao anúncio de hoje, o conselho municipal declarou estado de emergência na cidade de 100 mil habitantes no Estado de Wisconsin. Além disso, 500 membros da Guarda Nacional estão preparados para agirem em caso de violência.

A ação contra Jacob Blake ocorreu três meses após a morte de George Floyd, que morreu enquanto era preso por um policial em Minneapolis. As cenas do policial branco Derek Chauvin ajoelhado sobre o pescoço de Floyd também foram registradas por um celular e geraram indignação e protestos pelos EUA e até outros países./REUTERS, AP e AFP 

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