Mark Lyons/Getty Images/AFP
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Policial branco que matou homem negro desarmado nos EUA alega inocência

Ray Tensing, que fazia o policiamento da Universidade de Cincinnati, teve a fiança fixada em US$ 1 milhão por tribunal

O Estado de S. Paulo)

30 de julho de 2015 | 15h45

WASHINGTON - O policial branco Ray Tensing, acusado de matar com um tiro na cabeça um homem negro desarmado em Cincinnati, no Estado de Ohio, nos Estados Unidos, se declarou inocente ao comparecer ao tribunal nesta quinta-feira, 30, onde foi fixada uma fiança de US$ 1 milhão.

Tensing, de 25 anos, se entregou nesta quinta-feira após ser acusado formalmente do homicídio de Samuel Dubose, de 43 anos, que teve o carro parado por circular sem placa. Ao final da audiência no tribunal do Condado de Hamilton, algumas das pessoas aplaudiriam após a sentença ser fixada, fazendo com que a juíza Megan Shanahan fosse obrigada a pedir a ordem.

Até a semana passada, quando aconteceram os fatos, Ray Tensing fazia o policiamento da Universidade de Cincinnati. Ele foi expulso da corporação após a ação, gravada com a câmera que os agentes usam acoplada ao uniforme.

De acordo com o promotor que fez as acusações, Joseph Deters, Tensing "nunca deveria ter sido policial". "É uma morte sem sentido e sem qualquer justificativa. O agente não estava lidando com um suspeito de assassinato, mas sim com uma pessoa com o carro sem placa", disse.

Toda a ação aconteceu no dia 19. Após ter o carro parado, Dubose e o policial começaram a discutir e o agente atirou contra o motorista pela janela do veículo quando, aparentemente, ele pretendia arrancar.

Tensing disse que temeu por sua vida ao acreditar que Dubose pretendia atropelá-lo e, por isso, atirou. O promotor, no entanto, defende que Tensing em nenhum momento teve o medo relatado e que Dubose não tentou atropelá-lo.

A próxima audiência está marcada para o dia 19. Se for condenado, Tensing pode pegar prisão perpétua. / EFE

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