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Policial branco que matou homem negro nos EUA é preso e acusado de homicídio

Michael Slager atirou oito vezes contra Walter Scott Lamer, que estava desarmado e havia sido parado em blitz de trânsito, em North Charleston, na Carolina do Sul

O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2015 | 09h41

WASHINGTON - Um vídeo que mostra um policial branco de North Charleston, na Carolina do Sul, atirando contra um homem negro aparentemente desarmado que estava fugindo, levou as autoridades norte-americanas a apresentarem uma acusação de homicídio contra o agente, em meio a indignação da população por uma série de mortes de negros desarmados causadas pela polícia. 

O policial, Michael T. Slager, de 33 anos, foi preso e se condenado poderá pegar de 30 anos a prisão perpétua. O vídeo (veja abaixo) mostra o oficial Slager disparando oito vezes contra Walter Scott Lamer, de 50 anos, que foi atingido cinco vezes.

O prefeito de North Charleston, Keith Summey, anunciou que Slager seria acusado de homicídio em uma coletiva na noite de terça-feira, 7. As autoridades disseram que Lamer foi baleado depois de o policial já ter o atingido com uma arma de choque após uma operação policial no último sábado. A vítima teria sido parada por causa de um defeito na luz de freio de seu carro.

"Quando você faz algo errado, não importa se você está atrás de um escudo ou é um cidadão comum. Você tem que arcar com as consequências", disse o prefeito.

O advogado de Slager afirmou que o policial se sentiu ameaçado, pois Scott tentou pegar sua arma de choque.

De acordo com o advogado da família da vítima, L. Chris Stewart, Lamer pode ter tentado fugir por falta de pagamento de pensões aos filhos, o que pode levar à prisão na Carolina do Sul até que o valor seja quitado. Ele tinha quatro filhos, estava empregado e não possuía passagem pela polícia.

North Charleston é a terceira maior cidade da Carolina do sul em termos populacionais com cerca de 100 mil habitantes, dos quais 47% são negros e 37% brancos. O Departamento de Polícia da cidade, porém, é composto por 80% de agentes brancos, de acordo com dados do Departamento de Justiça dos EUA compilados em 2007 - os mais recentes disponíveis. / AP e NYT

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