Fernando Vergara/AP
Fernando Vergara/AP

Policial colombiano é preso por morte de manifestante

Major Carlos Javier Arenas é acusado de matar Brayan Fernando Niño, de 24 anos, no último sábado

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2021 | 21h43

BOGOTÁ - Carlos Javier Arenas, major da polícia colombiana, foi preso nesta quinta-feira, 6, pela morte de Brayan Fernando Niño, jovem de 24 anos que morreu no último sábado, 1, durante um protesto contra o governo no Departamento de Cundinamarca. O Ministério Público disse ontem que deve indiciar outros três policiais por assassinatos cometidos durante a repressão. 

Os protestos na Colômbia têm sido, em sua maioria, pacíficos, mas em algumas cidades ocorreram distúrbios e confrontos com as forças de segurança, que responderam com violência, deixando 24 mortos e mais de 800 feridos. A ONG Human Rights Watch afirmou ontem ter recebido informações de 31 mortes. 

A onda de manifestações, que começou na semana passada, interrompeu o fornecimento de gasolina em várias partes da Colômbia, segundo a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Energia (Fendipetroleo). “Estamos registrando escassez de combustível como consequência da greve nacional”, afirmou a associação, em comunicado, listando as cidades de Cali, Ibagué e Pereira como os casos mais graves.

Nesta quinta-feira, o governo colombiano pediu um pacto social para resolver a crise política. “Devemos ouvir todos os setores do país, mas o país também deve ouvir o governo”, disse o conselheiro presidencial Miguel Ceballos, mediador do governo junto aos manifestantes. “Isso inclui quem marcha, mas também quem não marcha.”

As conversas começaram na quarta-feira sob a liderança de Ceballos e a participação do Ministério Público, Defensoria do Povo e sindicatos. O assessor do presidente, Iván Duque, garantiu que se reunirá com os líderes dos protestos na segunda-feira. Os líderes das mobilizações disseram que estão abertos ao diálogo com o presidente, sem intermediários. /AFP

 

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