Policial de St. Louis mata adolescente negro de 18 anos

Um policial que estava fora de serviço atirou e matou um adolescente negro na noite de quarta-feira, dando início a protestos numa área metropolitana que em agosto foi abalada durante semanas por violentos tumultos, após um outro incidente parecido.

Estadão Conteúdo

09 de outubro de 2014 | 14h57

O policial, que atua há seis anos no Departamento de Polícia Metropolitana de Louis, estava trabalhando como agente privado de segurança quando atirou e matou um adolescente negro de 18 anos após uma suposta luta corporal e depois de o adolescente ter atirado contra ele, segundo a polícia.

O oficial patrulhava um bairro de St. Louis quando viu três homens agindo de forma suspeita, segundo afirmou o coronel Sam Dotson, chefe de polícia de St. Louis, durante coletiva de imprensa, realizada horas depois dos disparos.

Quando o policial se aproximou, os homens fugiram e o oficial foi atrás deles, primeiro de carro e depois a pé. Um dos homens parou e se aproximou do policial, de acordo com Dotson, de "forma agressiva", enquanto o oficial gritava para que o adolescente parasse, afirmando que ele estava detido.

Os dois homens começaram a lutar e o policial tirou a blusa do adolescente antes de ele correr. Enquanto fugia, o jovem virou-se e disparou três vezes com uma pistola 9mm antes de o policial atirar também, relatou Dotson.

O oficial fez os disparos e matou o adolescente, atirando no total 17 vezes. O chefe de polícia informou que a pistola foi recuperada e que cartuchos foram recolhidos do local. Dotson disse não saber por que o oficial disparou tantas vezes contra o suspeito.

A família do adolescente disse que ele estava desarmado e segurava apenas um sanduíche quando foi atingido. O jovem foi identificado como Vonderrit Myers, Jr. por Maxine Franks, que afirmou ser sua tia.

Após os disparos, uma multidão se reuniu para protestar no bairro, quebrando carros da polícia e as janelas de um outro veículo, segundo Dotson. Os manifestantes usaram as redes sociais para chamar pessoas de Ferguson, que fica nas proximidades, para participar dos protestos.

Segundo Dotson, o adolescente "era conhecido da polícia", pois tinha passagens pelo departamento policial.

Os protestos aconteceram cerca de 2 meses depois do assassinato de Michael Brown, um adolescente negro desarmado, morto pelo policial Darren Wilson, de Ferguson. A morte, em 9 de agosto, deu início a vários dias de protestos, muitas vezes violentos, e a saques a poucos quilômetros de St. Louis.

Dotson disse que o caso será investigado por uma unidade do departamento de polícia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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