Policial do caso Jean Charles envolvido em outra morte

Um dos policiais envolvidos na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes atirou em um homem de 42 anos durante uma operação policial em New Romney, no condado de Kent, na Grã-Bretanha, na terça-feira. O homem morreu horas depois, no hospital. Jean Charles de Menezes foi morto a tiros por policiais um dia depois de uma tentativa fracassada de atentados contra o transporte público de Londres, em julho de 2005. No dia 22 daquele mês, o brasileiro foi seguido por policiais à paisana que o confundiram com um terrorista. Jean Charles foi baleado dentro da estação de metrô de Stockwell. "Fontes me disseram que um dos dois policiais que mataram o brasileiro inocente Jean Charles de Menezes na estação de Stockwell no ano passado atirou em um homem durante uma operação", afirmou a jornalista da BBC Margaret Gilmore. Uso de armas O policial havia sido afastado de operações com o uso de armas depois do episódio com o brasileiro. No entanto, ele retornou à unidade especializada em uso de armas de fogo depois que a Promotoria Pública Britânica determinou que nenhum dos policiais envolvidos na morte de Menezes seria indiciado individualmente. A Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) iniciou uma investigação sobre o caso. Três homens foram presos durante a operação, que investigava uma suspeita de roubo de armas. Nenhum policial ficou ferido. Em um comunicado, a Polícia Metropolitana afirmou que a equipe de policiais enviada para a operação incluía agentes envolvidos no tiroteio em Stockwell, no ano passado. Conforme o comunicado, a Polícia Metropolitana tem um pequeno quadro de especialistas altamente treinados no uso de armas. "Eles executam uma função extremamente difícil e vital, respondendo a ameaças armadas contra a população e contra seus colegas desarmados. É extremamente raro usarem suas armas." "É profundamente lamentável quando alguém morre como resultado de uma ação policial", diz o comunicado. A Polícia Metropolitana enfrenta uma ação judicial por violações de leis de saúde e de segurança por não ter oferecido proteção adequada para Jean Charles no dia em que ele foi baleado. A família do brasileiro também entrou com uma ação judicial contestando a decisão da Promotoria Pública Britânica de não processar os policiais envolvidos na sua morte.

Agencia Estado,

02 Novembro 2006 | 06h36

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