Dominic Adams/The Flint Journal-MLive.com via AP
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FBI confirma que investiga ataque em Michigan como 'ato de terrorismo'

Se confirmado que foi um atentado, será o primeiro desde que Donald Trump assumiu a presidência, em janeiro

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 14h08
Atualizado 21 de junho de 2017 | 21h00

O FBI investiga como ato terrorista o ataque à faca de terça-feira contra um policial em um aeroporto de Michigan. Se a suspeita for confirmada, será o primeiro do tipo desde a posse do presidente Donald Trump, em janeiro. Segundo os investigadores, o atentado foi praticado pelo canadense Amor Ftouhi, de 50 anos, que gritou “Alá é maior”, em árabe, e acusou os americanos de matarem pessoas na Síria, no Iraque e no Afeganistão.

Atingido nas costas e no pescoço, o tenente Jeff Neville reagiu e conseguiu controlar Ftouhi com a ajuda de três pessoas. O agente do FBI David Gelios, responsável pela investigação, disse que o suspeito demonstrou “ódio aos EUA” durante interrogatório. O policial atacado foi submetido a cirurgia e se recupera bem.

 

Gelios disse que Ftouhi é um “lobo solitário”, que não integra uma rede terrorista. Em sua opinião, a ação foi um “fato isolado”. De acordo com Gelios, as autoridades do Canadá também participam da investigação. A CNN informou que o suspeito viajou várias vezes aos EUA. Na tarde desta quarta-feira, a polícia canadense realizou uma operação no apartamento do suspeito em Montreal. 

Ftouhi entrou no país de maneira legal no dia 16, por meio de um aeroporto do Estado de Nova York. Os investigadores disseram não saber a razão pela qual ele escolheu a cidade de Flint, em Michigan, para realizar o ataque. O crime ocorreu na área pública do aeroporto, antes da checagem de segurança dos passageiros. 

Segundo registro policial, no momento em que foi preso Ftouhi perguntou por que o tenente não o havia matado. Ainda de acordo com o documento, o canadense gritou “Alá” várias vezes. Também disse “vocês mataram pessoas na Síria, no Iraque e no Afeganistão e nós vamos todos morrer.”

Os EUA pareciam estar imunes à recente onda de terrorismo que atinge países europeus. Trump defende restrições à imigração como forma de combate ao terrorismo. Logo que assumiu, ele editou decreto que suspendia a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, medida que foi suspensa pelo Judiciário.

 

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