Policial mata 4 a tiros em instalação onde treinam forças de segurança na Jordânia

Dentre as vítimas, havia dois americanos e um sul-africano; atirador cometeu suicídio após fazer os disparos

O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 16h11

AMÃ - Um policial jordaniano matou quatro pessoas, incluindo dois americanos e um sul-africano, a tiros nesta segunda-feira, 9, em uma instalação de treinamento de forças de segurança iraquianas e palestinas financiada pelos EUA, e depois cometeu suicídio, afirmou uma fonte de segurança. 

O jordaniano saiu disparando pela localidade de Muaqar, nos arredores do sul da capital Amã, relatou a fonte, que pediu anonimato. Outra fonte de segurança declarou haver relatos ainda não confirmados de que pelo menos três outros efetivos americanos teriam sido feridos. Ainda não se sabe o que teria motivado o crime.

Segundo o porta-voz do Executivo, Mohammed Momani, citado pela agência oficial Petra, dois americanos e quatro jordanianos ficaram feridos. "As forças policiais no local responderam e mataram o agressor", acrescentou Momani, ressaltando que uma investigação foi aberta para investigar o incidente e os detalhes do ataque.

Inicialmente, fontes de segurança relataram apenas a morte do próprio policial jordaniano e de dois instrutores americanos no tiroteio, que ocorreu em um centro de instrução instalado em Muwaqar.

As vítimas faziam parte de um grupo de instrutores pelas autoridades da Jordânia para a formação de policiais do próprio país e outros da região. O local foi usado para o treinamento de milhares de agentes iraquianos e líbios na última década.

Em dezembro de 2010, um jordaniano que trabalhava como agente duplo matou sete integrantes da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) ao detonar uma bomba na base Chapman no Afeganistão.

A Jordânia é aliada dos EUA e parte da coalizão criada por Washington que vem tentando derrotar o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, ambos países fazem fronteira com a Jordânia.

O país acolhe centenas de treinadores dos EUA que fazem parte de um programa militar concebido para reforçar as defesas do reino, incluindo a presença de caças de combate F16 que usam campos aéreos jordanianos para alvejar posições do Estado Islâmico em solo sírio.

Mas o papel do reino na guerra contra a facção islâmica tem causado tensão entre alguns cidadãos, preocupados com a instabilidade em suas divisas e temerosos de que uma atuação maior na campanha possa levar os militantes a atacarem seu país.

O rei Abdullah acredita fervorosamente que os jihadistas linha-dura representam uma ameaça existencial à nação. /REUTERS e EFE

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