Hayne Palmour IV/The San Diego Union-Tribune via AP
Hayne Palmour IV/The San Diego Union-Tribune via AP

Policial mata negro na Califórnia e inicia novos protestos

Autoridades alegam que vítima se negou a obedecer ‘múltiplas ordens’ enquanto mantinha as mãos nos bolsos

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2016 | 14h09

WASHINGTON - Um policial de El Cajon, na Califórnia, nos EUA, matou um afro-americano após ele tentar tirar um objeto de seu bolso, apontando como se tivesse uma pistola, informaram as autoridades.

Depois do incidente, cerca de 200 pessoas, de acordo com a emissora CNN, se concentraram para protestar em frente à delegacia local, situada nos arredores de San Diego.

O chefe da polícia de El Cajon, Jeff Davis, explicou que dois de seus agentes abordaram um homem na tarde de terça-feira em uma rua e que este se negou a obedecer "múltiplas ordens" enquanto mantinha suas mãos nos bolsos.

"Ele tirou um objeto do bolso da frente das calças, juntou as duas mãos e o estendeu em direção aos agentes", disse Davis, que não especificou do que se tratava, descrevendo o momento prévio ao assassinato a tiros do rapaz. Segundo o jornal Los Angeles Times, os investigadores não encontraram arma alguma no lugar do incidente.

O outro agente envolvido na ação disparou com uma pistola elétrica. Os policiais correram para o local após receberem diversas chamadas alertando para a presença de um homem com um "comportamento suspeito", afirmou o tenente Rob Ransweiler.

A polícia de El Cajon divulgou em sua conta no Twitter uma fotografia do momento em que o afro-americano apontou com suas mãos para um dos agentes. A imagem não identifica o objetivo utilizado pelo homem.

A fotografia foi extraída de um vídeo que as autoridades não pretendem divulgar, até que ele seja seja revisado por um promotor.

O episódio acontece quase uma semana após os distúrbios registrados em Charlotte, Carolina do Norte, depois da morte de outro afro-americano em uma ação policial e em um momento em que a tensão racial aumenta no país. / EFE

Veja abaixo: Charlotte decreta emergência após segunda noite de protestos

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