Tim Evans/EFE
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Policial que atirou e matou Daunte Wright pede demissão 

Até sua demissão, Kim Poteer havia sido colocada em licença administrativa dentro do departamento após atirar e matar o jovem negro, de 20 anos 

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2021 | 16h55

WASHINGTON - A policial americana Kim Potter, que matou com um tiro o homem negro Daunte Wright no domingo, na cidade de Brooklyn Center, Minnesota, pediu demissão ao Departamento de Polícia, informou seu sindicato em um comunicado nesta terça-feira, 13. O chefe de polícia da cidade, Tim Gannon, também anunciou que estava deixando o cargo. 

Em uma carta que Potter enviou às autoridades municipais nesta terça-feira, ela disse que renunciaria imediatamente, disse o sindicato. “Adorei cada minuto como policial e servindo esta comunidade com o melhor de minha capacidade, mas acredito que é do melhor interesse da comunidade, do departamento e de meus colegas policiais se eu renunciar imediatamente”, escreveu ela. 

O sindicato, Law Enforcement Labor Services, representa mais de 6,4 mil membros da polícia em todo o Minnesota. 

Potter, de 48 anos, foi oficial do Departamento de Polícia de Brooklyn Center por 26 anos. Ela foi licenciada pela primeira vez como policial em Minnesota em 1995 e se formou no Saint Mary’s College em Winona, Minnesota, em 1994, com especialização em justiça criminal, disseram funcionários da escola. 

Até sua demissão, ela havia sido colocada em licença administrativa dentro do departamento após atirar e matar Wright, de 20 anos. 

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira, Gannon disse acreditar, ao assistir o vídeo da câmera presa ao corpo de Potter, que ela estava tentando usar um Taser em Wright e puxou sua arma de fogo em vez disso, matando-o. A polícia indicou que sua morte foi "acidental". 

"Um erro? Isso soa estranho para mim, já que esta agente tinha 26 anos de serviço", disse Aubrey Wright, pai de Daunte, que falou com a voz entrecortada pelo choro em uma entrevista à ABC News. 

Este novo drama exacerbou a tensão nas ruas de Minneapolis em meio ao processo contra Derek Chauvin, o policial branco acusado de matar George Floyd, também afro-americano, em 25 de maio, após imobilizá-lo ajoelhando-se em seu pescoço durante sua prisão por supostamente ter usado uma nota falsa. 

Nesta terça-feira, este processo histórico - que deixa o país em suspense e é transmitido ao vivo por várias redes - entrou em uma nova fase com a apresentação da defesa. 

Em seu turno, a promotoria chamou mais de 40 testemunhas, incluindo médicos, policiais e ex-policiais e pessoas que testemunharam a prisão de Floyd./NYT e AFP

 

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