AP Photo/Burhan Ozbilici
AP Photo/Burhan Ozbilici

Policial que matou embaixador russo trabalhou em oito eventos como segurança de Erdogan

Mevlut Mert Altintas integrava segundo grupo que protegia presidente turco; autoridades investigam vínculos entre atirador e opositor Fethullah Gulen

O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2016 | 10h03

ANCARA - O policial turco que assassinou o embaixador russo em Ancara estava de serviço em oito eventos com a presença do presidente Recep Tayyip Erdogan desde a tentativa de golpe de Estado realizada em julho, informou a imprensa local.

Na noite de segunda-feira, Mevlut Mert Altintas, de 22 anos, deu nove tiros contra o embaixador Andrei Karlov em uma galeria de arte, antes de ser morto pela polícia turca. Membro da unidade antidistúrbios da polícia por dois anos e meio, ele trabalhou a partir de julho em oito eventos com a presença de Erdogan, de acordo com o jornal turco Hurriyet.

Nos eventos, Altintas integrava o segundo grupo de segurança do presidente turco, depois dos seguranças pessoais do presidente, informou o jornalista Abdulkadir Selvi.

O chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, disse ao secretário de Estado americano, John Kerry, que a rede do clérigo opositor Fethullah Gulen - acusado pelo governo de ser o responsável pela tentativa de golpe no país - estava envolvida no assassinato.

Autoridades turcas investigam os possíveis vínculos entre Altintas e Gulen, incluindo um centro de ensino frequentado pelo policial e dirigido pelo grupo ligado ao opositor. As forças de segurança anunciaram a detenção de 13 pessoas na investigação do assassinato, incluindo parentes do agressor.

Para a Rússia, ainda é muito cedo para dizer quem está envolvido no assassinato do diplomata. "Moscou considera que é necessário esperar os resultados do trabalho do grupo de investigação (russo-turco), que começou ontem (terça-feira) em Ancara. Não devemos tirar conclusões precipitadas até que a investigação determine quem está por trás do assassinato de nosso embaixador", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. / AFP

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