Jim Lo Scalzo/Reuters
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Política comercial do governo Trump deve diminuir autoridade da OMC

Documento oficial vai ser divulgado nesta quarta-feira

O Estado de S.Paulo

01 de março de 2017 | 02h17

WASHINGTON - A administração Trump vai adotar uma política comercial que pretende diminuir a influência da Organização Mundial do Comércio (OMC) nos Estados Unidos e usar a lei existente hoje no país para penalizar parceiros comerciais por práticas desleais, de acordo com o rascunho de um documento obtido com exclusividade pelo Wall Street Journal.

A nova política, que deve ser anunciada nesta quarta-feira, 1º, representa uma saída dramática da administração Obama, que enfatizou as regras econômicas internacionais e a autoridade da OMC, órgão diplomático regulador do comércio.

Em contraste, o novo governo Trump defenderá com mais ênfase a soberania nacional dos EUA sobre a política comercial, aumentará a aplicação das leis comerciais dos EUA e usará "todas as fontes possíveis de alavancagem para encorajar outros países a abrir seus mercados", de acordo com o documento.

"O povo americano ficou frustrado com a nossa política comercial anterior, não porque deixaram de acreditar no livre comércio e nos mercados abertos, mas porque rejeitaram a forma como o quadro de regras que regem o comércio internacional opera", diz o documento.

O Congresso exige que o presidente submeta a política comercial da administração anualmente até 1º de março, de acordo com a legislação americana. O quadro é um sinal para os legisladores, empresas e parceiros comerciais sobre como a administração planeja executar suas políticas. Vários líderes empresariais e assessores do Congresso foram informados sobre o plano de política comercial e estão cientes do conteúdo do documento preliminar.

Em face das preocupações republicanas, um assessor do Congresso disse que a linguagem do projeto que desafia a OMC ainda pode ser enfraquecida em uma versão final.

A política define, principalmente, uma abordagem ampla para lidar com parceiros comerciais - incluindo China, Coreia do Sul e México, com os quais os EUA têm grandes déficits comerciais - e o sistema global de comércio como um todo. / DOW JONES NEWSWIRES

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