Política é chave para a melhora, diz economista

A eleição influenciará diretamente a economia. Segundo o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Haiti, Ugo Fasano, a retomada da atividade do Legislativo é essencial para que o país consiga atrair investimentos. Existem diversos projetos de lei para reduzir a burocracia na fila de espera para votação há mais de um ano.Apesar da morosidade política, Fasano afirma que o país está evoluindo: "Cinco anos atrás, o país era inviável, a situação econômico-financeira, insustentável." Com receita reduzida e déficit público financiado pelo Banco Central, Fasano diz que o resultado só podia ser "grande inflação, depreciação da moeda e perda de reservas internacionais". A dívida externa é de US$ 1,8 bilhão, mas pelo que Fasano classifica como "progresso nas reformas estruturais", o país pode ser beneficiado, em junho, com uma redução da dívida no valor de US$ 1 bilhão."Os avanços que foram feitos mostram que esse ciclo negativo em que todos imaginam que o país está não é tão ruim assim", avalia Fasano. "O Haiti enfrenta uma combinação única de eventos", diz, referindo-se aos impactos da crise internacional e o dos furacões que, no último semestre, provocaram destruição equivalente a 15% do PIB. O FMI aponta como principais desafios para atrair investimentos a falta de infraestrutura, a grande corrupção e as dúvidas sobre a continuidade das políticas de governo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.