Patrick Semansky/AP
Patrick Semansky/AP

‘Politicamente correto’ será tema de campanha

Segundo assessor de Trump, ele não considerará a América Latina como um bloco e tratará cada país separadamente

Claudia Trevisan, ENVIADA ESPECIAL / CLEVELAND, EUA, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 05h00

Os maiores inimigos dos EUA são o terrorismo islâmico e a “ideologia” do politicamente correto que supostamente impede que a ameaça seja identificada pelo seu nome, disse ontem Joseph Schmitz, um dos principais assessores de política externa de Donald Trump. Segundo ele, o republicano não é um “isolacionista”, apesar de defender a revisão de acordos tradicionais, como o que levou à criação da Otan.

Schmitz disse que não poderia falar sobre a relação entre os EUA e o Brasil num eventual governo Trump, por não ser especialista no assunto. Mas ele observou que o republicano não pretende considerar a América Latina como um único bloco. “Ele vai tratar cada país separadamente e com respeito”, declarou em entrevista a jornalistas estrangeiros.

Imigrantes da América Latina, especialmente do México, são um dos principais alvos da campanha de Trump, que defende a deportação de 11 milhões de ilegais dos EUA e a construção de um muro na fronteira com o país vizinho. Apesar disso, Schmitz disse acreditar que a “maioria” dos latino-americanos “compartilha” os valores fundamentais defendidos pelo republicano.

O assessor apresentou a experiência do bilionário em seus negócios internacionais como a principal credencial para a condução da política externa dos EUA. “Trump é um empresário com negócios internacionais bem-sucedidos. Ele esteve em diferentes partes do mundo e viu os desafios que outros países enfrentam.”

Apesar de colocar o terrorismo como prioridade, Schmitz disse que não poderia dar detalhes da estratégica do candidato para enfrentar a ameaça. “Não é o momento de abordar questões táticas”, ressaltou o assessor, que também evitou tratar da relação entre os EUA e a Índia por não se considerar especialista no assunto.

 

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