Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
AP Photo|Karim Kadim
AP Photo|Karim Kadim

Político iraquiano que encorajou invasão dos EUA morre em Bagdá

Ahmed Chalibi era líder do Congresso Nacional Iraquiano, que deu ao governo de George W. Bush as informações falsas sobre a suposta existência de armas de destruição em massa no país

O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 10h26

BAGDÁ - O controvertido dirigente político iraquiano Ahmed Chalabi, cujas informações favoreceram a invasão americana do Iraque em 2003, morreu nesta terça-feira, 3, vítima de um ataque cardíaco em Bagdá, informou o parlamento iraquiano.

Chalabi, xiita de 71 anos, era o líder do partido Congresso Nacional Iraquiano e presidente da comissão financeira do parlamento. Ele foi um dos principais opositores ao regime de Saddam Hussein e deu informação aos Estados Unidos sobre a suposta existência de armas de destruição em massa no Iraque para facilitar a intervenção militar.

O deputado morreu em sua casa, no bairro de Al Kazemiya, de maioria xiita, de acordo com as informações do parlamento divulgadas pela televisão oficial "Al-Iraquiya". O presidente iraquiano, Fouad Massoum, lamentou a morte de Chalabi, que qualificou de "grande perda para o país".

Nascido em 1945 em uma rica família que trabalhava no setor bancário, Chalabi viveu a maior parte de sua vida em outros países do Oriente Médio e na Grã-Bretanha, até voltar em meados da década dos anos 90, quando tentou organizar uma rebelião no norte do Iraque.

Exilado novamente, o político retornou ao Iraque em 2003, após a queda de Saddam, com intenção de chegar ao poder, mas suas ambições políticas foram frustradas e ele teve que se contentar com o posto de vice-primeiro-ministro em 2006.

Suas relações com os Estados Unidos passaram de muito estreitas a conflituosas. Ele chegou a ser acusado pelo governo americano de espionar para o Irã.

Antes da invasão, seu grupo de oposição no exílio, o Congresso Nacional Iraquiano, que era financiado por Washington, forneceu aos Estados Unidos descrições de fábricas de armas biológicas portáteis de Saddam.

O secretário de Estado americano em 2003, Colin Powell, usou esses dados falsos em um comparecimento no Conselho de Segurança da ONU para justificar a necessidade de uma intervenção militar no Iraque. / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.